Dias contados para estudantes pró-Hamas nos Estados Unidos
Donald Trump assinou ordem executiva para militantes que apoiam atividades terroristas
Lawrence Maximus - 31/01/2025 09h34

Em 29 de janeiro de 2025, o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva direcionando agências federais a identificar e deportar ativistas antissemitas que violam leis, incluindo estudantes estrangeiros com vistos. A ordem instrui os departamentos a fornecer recomendações em 60 dias e enfatiza a investigação de atividades antissemitas, especialmente em campi universitários.
Ela destaca ainda que estudantes judeus enfrentam discriminação, intimidação e ameaças físicas, e estabelece a política dos Estados Unidos de combater vigorosamente o antissemitismo, utilizando todas as ferramentas legais disponíveis para processar e remover os perpetradores de assédio e violência antissemitas.
A ordem também exige a deportação de estrangeiros residentes, incluindo estudantes com vistos, que tenham violado leis em protestos anti-Israel após os ataques terroristas de 7 de outubro de 2023. Os secretários de Estado, Educação e Segurança Interna são instruídos a auxiliar instituições de ensino superior a monitorar e relatar atividades de estudantes e funcionários estrangeiros que possam levar à sua remoção.
A ordem executiva cita uma lei que considera inadmissível qualquer estrangeiro que “endosse ou defenda atividade terrorista ou persuada outros a endossar ou defender atividade terrorista ou apoiar uma organização terrorista”.
Isso ocorre em meio a preocupações sobre o clima nos campi universitários, onde protestos pró-Hamas fizeram muitos estudantes judeus e pró-Israel se sentirem inseguros, com relatos de interrupções de aulas e, em alguns casos, violência física contra esses estudantes.
Aliados de Trump, como o então senador e atual secretário de Estado Marco Rubio, haviam defendido anteriormente a revogação de vistos de estudantes estrangeiros que apoiassem o terrorismo.
Um relatório da organização StopAntisemitism destacou a prevalência do antissemitismo em universidades americanas, revelando que 72% dos estudantes judeus se sentem indesejados, e mais da metade já experienciou algum tipo de antissemitismo. As universidades continuam a enfrentar o desafio de abordar o antissemitismo de maneira eficaz!
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Lawrence Maximus é doutorando em Ciências Políticas pela Pontificia Universidad Católica Argentina. Como cientista político, especializado em Cooperação Internacional, desenvolveu em seu Mestrado pesquisa sobre a UNRWA e os eventos de 7 de outubro, analisando o duplo papel desempenhado por instituições internacionais em zonas de conflito. É embaixador do Yad Vashem (Formação em Holocausto e combate ao Antissemitismo pelo Museu do Holocausto de Jerusalém, Israel). |
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