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Conselho de Direitos Humanos da ONU virou passarela de comunistas

Após EUA, Israel anuncia saída do Conselho de Direitos Humanos da ONU

Lawrence Maximus - 11/02/2025 12h25

ONU Foto: EFE/EPA/JUSTIN LANE

Em 6 de fevereiro de 2025, Israel anunciou sua retirada do Conselho de Direitos Humanos (CDH) da ONU, seguindo os passos dos Estados Unidos. Venho afirmando há alguns anos que toda a plataforma institucional da ONU virou uma passarela de ditaduras comunistas, com implacável viés antissemita e anticristão.

A saída de Israel ocorre logo após o presidente Donald Trump ter assinado uma ordem executiva retirando os Estados Unidos do CDH e suspendendo o financiamento à Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA).

O Conselho de Direitos Humanos da ONU é composto por 47 países-membros, eleitos para mandatos de três anos. Atualmente, uma parcela significativa desses membros é composta por nações com históricos questionáveis em relação aos direitos humanos. Estima-se que aproximadamente 57% dos integrantes do conselho, em 2025, sejam países com amplo histórico de violações de direitos humanos.

Entre os países considerados ditaduras que fazem parte do conselho estão:
China: reconhecida por seu regime autoritário e diversas acusações de violações dos direitos humanos.
– Cuba: governada por um regime de partido único, com histórico de repressão a opositores.
– Sudão: enfrenta críticas internacionais devido a conflitos internos e abusos contra civis.

Como tal conselho pode ser respeitado com Cuba e China como membros? Países comunistas com amplo histórico de crimes e violações de direitos humanos. Como ficam as centenas e milhares de vítimas que sofrem abusos sem precedentes dessas ditaduras?

A inclusão de nações com históricos de violações comprometem a integridade das decisões e quaisquer resoluções adotadas pelo conselho. Portanto, a presença dessas ditaduras no conselho é um escárnio aberrativo e imoral.

 

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Lawrence Maximus é doutorando em Ciências Políticas pela Pontificia Universidad Católica Argentina. Como cientista político, especializado em Cooperação Internacional, desenvolveu em seu Mestrado pesquisa sobre a UNRWA e os eventos de 7 de outubro, analisando o duplo papel desempenhado por instituições internacionais em zonas de conflito. É embaixador do Yad Vashem (Formação em Holocausto e combate ao Antissemitismo pelo Museu do Holocausto de Jerusalém, Israel).

* Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News.

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