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China e Rússia unidas ao Irã

A tríade do mal fortalece programa nuclear

Lawrence Maximus - 14/03/2025 17h09

Vice-ministros das Relações Exteriores da Rússia, China e Irã, Sergei Ryabkov, Ma Zhaoxu e Kazem Gharibabadi Foto: EFE/EPA/XINHUA /

Vamos analisar a tensão crescente no cenário internacional em relação ao programa nuclear do Irã e as recentes declarações de China e Rússia. Ambos os países, que têm estreitado suas relações com o Irã, pedem o fim das sanções impostas após o acordo nuclear de 2015, conhecido como JCPOA (Plano de Ação Conjunto Global).

Este acordo, que foi assinado por diversas potências mundiais, incluindo os Estados Unidos, visava limitar o programa nuclear iraniano em troca da suspensão de sanções econômicas. A saída dos EUA do acordo, em 2018, foi sob a presidência de Donald Trump, e o retorno das sanções, agravaram ainda mais as relações entre o Irã e o Ocidente.

Contexto geopolítico
Esses dois países, China e Rússia, têm se alinhado com o Irã no cenário internacional, não apenas como parceiros econômicos, mas também como aliados em um movimento mais amplo contra a hegemonia dos EUA. As sanções contra o Irã têm implicações significativas para o mercado de petróleo, a estabilidade política no Oriente Médio e os esforços internacionais para lidar com a proliferação nuclear.

China e Rússia argumentam que o Irã tem cumprido com as obrigações do acordo nuclear, até certo ponto, e que a revogação das sanções pode permitir uma nova dinâmica de cooperação global, além de garantir a estabilidade regional. Em contrapartida, os EUA, Israel e outros países ocidentais veem o programa nuclear iraniano como uma ameaça à segurança global, especialmente se o Irã continuar desenvolvendo armas nucleares, o que é uma das principais preocupações.

O Papel do Irã
O Irã é o principal patrocinador do terrorismo global. O país tem fornecido apoio financeiro, treinamento, armas e assistência política a diversos grupos terroristas que operam no Oriente Médio e em outras regiões. Alguns dos grupos mais notáveis que recebem apoio do Irã incluem, Hezbollah (Líbano) e Hamas (Palestina).

A pressão internacional, no entanto, não é só de parte dos Estados Unidos, mas também de outros países que acusam o Irã de não cooperar totalmente com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e de violar acordos com o objetivo de acelerar o seu desenvolvimento nuclear. programa nuclear iraniano. Além disso, o Irã frequentemente adota uma postura anti-Ocidente, especialmente contra os Estados Unidos e seus aliados.

Reações e possíveis cenários
As preocupações sobre segurança e proliferação nuclear ainda são uma grande barreira, especialmente para os Estados Unidos e seus aliados no Oriente Médio, como Israel e Arábia Saudita. O futuro dessa questão parece incerto e dependente das negociações entre as potências globais, com possíveis desdobramentos na política internacional.

Lawrence Maximus é doutorando em Ciências Políticas pela Pontificia Universidad Católica Argentina. Como cientista político, especializado em Cooperação Internacional, desenvolveu em seu Mestrado pesquisa sobre a UNRWA e os eventos de 7 de outubro, analisando o duplo papel desempenhado por instituições internacionais em zonas de conflito. É embaixador do Yad Vashem (Formação em Holocausto e combate ao Antissemitismo pelo Museu do Holocausto de Jerusalém, Israel).

* Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News.
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