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Brasil inicia guerra contra os EUA

A UnionPay chinesa inicia a desdolarização no Brasil e América Latina

Lawrence Maximus - 23/07/2025 16h06

Brasil inicia guerra contra os EUA (Imagem ilustrativa) Foto: IA\Chat GPT

China consolida seu território no Brasil e na América Latina. A UnionPay, gigante chinesa, maior operadora de cartões do mundo em volume de transações, está prestes a estrear no Brasil. Com lançamento oficial previsto para 2025. Esse movimento declarado no Brics vai além do mercado financeiro: parte de uma estratégia para o processo de desdolarização e de ruptura com o domínio financeiro ocidental (Visa, Mastercard e SWIFT).

A UnionPay utiliza o CIPS (Sistema de Pagamentos Interbancários Transfronteiriços), uma rede alternativa que fortalece a soberania financeira da China e agora será expandida para países do Sul Global, como o Brasil.

A entrada será viabilizada por meio de uma parceria com a fintech brasileira Left (Liberdade Econômica em Fintech), que ficará responsável pela integração dos cartões UnionPay com bancos, maquininhas de pagamento e sistemas de crédito nacionais.

A operação da UnionPay no Brasil começa com a ativação da função crédito ainda em 2025. Em seguida, está prevista a integração com o Pix, sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central.

Além disso, a empresa pretende alcançar aproximadamente 70% do varejo nacional, atuando primeiramente com as empresas Stone e Saque e Pague. Paralelamente, o plano inclui a adaptação de mais de 1.500 caixas eletrônicos em todo o país, fortalecendo a chegada da UnionPay ao Brasil em múltiplas frentes.

A UnionPay distribui conexões com diversos países ao redor do mundo, incluindo algumas nações reconhecidas por adotarem regimes políticos autoritários ou ditatoriais, entre elas: China (líder), Rússia, Bielorrússia, Irã, Turquia, Emirados Árabes, Arábia Saudita, Egito, Singapura entre outras.

Portanto, o Brasil de Lula adotando o novo sistema, significa que o país está se integrando ao ecossistema financeiro chinês, ou seja, consolidando-se um puxadinho da China…

Lawrence Maximus é doutorando em Ciências Políticas pela Pontificia Universidad Católica Argentina. Como cientista político, especializado em Cooperação Internacional, desenvolveu em seu Mestrado pesquisa sobre a UNRWA e os eventos de 7 de outubro, analisando o duplo papel desempenhado por instituições internacionais em zonas de conflito. É embaixador do Yad Vashem (Formação em Holocausto e combate ao Antissemitismo pelo Museu do Holocausto de Jerusalém, Israel).

* Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News.

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