Benjamin Netanyahu na ONU: “Ainda não terminamos”
Análise do discurso do primeiro-ministro de Israel, durante a Assembleia Geral das Nações Unidas
Lawrence Maximus - 26/09/2025 15h25

Em um discurso histórico e firmemente alinhado com os imperativos de segurança nacional, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu reafirmou perante a Assembleia Geral das Nações Unidas a determinação inegociável de Israel em concluir a missão iniciada após os bárbaros ataques de 7 de outubro: garantir que o Hamas nunca mais represente uma ameaça ao povo judeu.
A declaração: “Ainda não terminamos com a guerra em Gaza”, não é uma simples atualização sobre o estado dos combates. É um princípio estratégico claro, um lembrete necessário para uma comunidade internacional que, com frequência, apressa-se em exigir cessar-fogos prematuros sem abordar a raiz do problema.
Enquanto alguns clamam por uma paz imediata a qualquer custo, Israel insiste em uma paz com segurança, duradoura e baseada na realidade – não em ilusões perigosas.
O contexto do discurso do primeiro-ministro é crucial. O foco de Netanyahu foi, corretamente, no cerne da questão: o regime genocida do Hamas em Gaza. O ataque de 7 de outubro não foi um “conflito”; foi uma tentativa de aniquilação. Homens, mulheres, crianças e idosos foram brutalmente assassinados, estuprados e sequestrados simplesmente por serem israelenses.
Diante de uma ameaça existencial dessas proporções, qualquer nação soberana não apenas tem o direito, mas o dever de defender seu povo de maneira decisiva.
A operação militar em Gaza, portanto, é uma ação de legítima defesa, conduzida com um nível de precisão e cuidado com civis sem paralelo em cenários de guerra urbana, especialmente quando confrontada com a tática covarde do Hamas de usar sua própria população como escudos humanos.
O objetivo declarado por Israel – o desmantelamento completo da infraestrutura militar e governativa do Hamas – é o único caminho viável para um futuro estável na região.
A firme posição de Netanyahu na ONU serve como uma resposta contundente às pressões diplomáticas, muitas vezes desequilibradas, que Israel enfrenta. O primeiro-ministro deixou claro que o calendário para o fim das operações será ditado pelas necessidades de segurança de Israel, e não por prazos artificiais impostos de fora.
Esta postura é um sinal de maturidade nacional e soberania. Acordos de cessar-fogo que poupam o Hamas apenas concedem ao grupo terrorista o tempo necessário para se rearmar, se recompor e planejar o próximo massacre.
Israel já viveu essa experiência traumática no passado e aprendeu a lição amarga de que concessões unilaterais à violência jihadista não trazem paz, mas sim conflitos ainda mais sangrentos no futuro.
Em última análise, uma Gaza livre do jugo terrorista do Hamas é um pré-requisito para qualquer reconstrução significativa e para a possibilidade de uma coexistência pacífica. A comunidade internacional que verdadeiramente deseja a paz deve apoiar o objetivo de Israel de eliminar a ameaça terrorista, em vez de minar os esforços necessários para alcançá-la.
A guerra pode não ter terminado, mas cada dia que Israel se mantém firme é um dia mais perto desse objetivo final…
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Lawrence Maximus é doutorando em Ciências Políticas pela Pontificia Universidad Católica Argentina. Como cientista político, especializado em Cooperação Internacional, desenvolveu em seu Mestrado pesquisa sobre a UNRWA e os eventos de 7 de outubro, analisando o duplo papel desempenhado por instituições internacionais em zonas de conflito. É embaixador do Yad Vashem (Formação em Holocausto e combate ao Antissemitismo pelo Museu do Holocausto de Jerusalém, Israel). |
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