A perseguição aos cristãos e a hipocrisia global
O massacre invisível: Perseguição cristã e o véu da indiferença global
Lawrence Maximus - 06/08/2025 12h59

A perseguição violenta contra cristãos na África e Oriente Médio por grupos jihadistas tem sido ignorada pela comunidade internacional há décadas. Mais de 365 milhões de cristãos enfrentam perseguição em todo o mundo.
Quase ninguém está falando sobre a perseguição cristã global. E digo isso, não só sobre o desenrolar de eventos na Síria, mas também no Irã, Nigéria, Somália, Paquistão, Afeganistão, China, Egito, etc.
O leste da República Democrática do Congo foi palco de um massacre brutal, quando jihadistas ligados ao Estado Islâmico invadiram uma igreja cristã e mataram ao menos 49 pessoas, entre elas, nove crianças. O ataque ocorreu durante uma vigília noturna e expôs, mais uma vez, a escalada de violência na região, onde grupos extremistas, como as Forças Democráticas Aliadas (ADF), atuam livremente com um nível de crueldade que parece fora do radar da comunidade internacional.
Testemunhas relataram cenas aterradoras. Cristãos foram mortos dentro e fora do templo, a maioria a golpes de facão. Famílias inteiras foram dizimadas, e quem tentou fugir também não teve chance. O relato de uma sobrevivente mostra um cenário de desespero, com vilarejos inteiros vazios, moradores fugindo com o que conseguiam carregar e caixões simples sendo enterrados em valas comuns abertas pela ONU.
A vida virou rotina de luto. E o que mais impressiona é que apesar da dimensão da tragédia, o mundo parece não estar prestando atenção. A Fox News reportou o testemunho de uma pessoa presente no local, que afirmou que ao menos nove crianças foram decapitadas.
O governo Trump, por sua vez, condenou duramente o massacre e prometeu apoiar ações em defesa da liberdade religiosa. Mas moradores locais, dizem que os acordos de paz continuam apenas no papel. Extremistas permanecem ativos a poucos quilômetros da aldeia atacada e, até agora, nenhuma prisão foi feita.
Em pleno século 21, o número de cristãos perseguidos e mortos no mundo atingiu níveis alarmantes, tornando a perseguição religiosa uma das grandes crises humanitárias e de direitos humanos do nosso tempo.
Enquanto isso, milhares de cristãos continuam dormindo na mata, fugindo da morte. A Igreja, literalmente, está em fuga. E o silêncio internacional, convenhamos, é ensurdecedor…
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Lawrence Maximus é doutorando em Ciências Políticas pela Pontificia Universidad Católica Argentina. Como cientista político, especializado em Cooperação Internacional, desenvolveu em seu Mestrado pesquisa sobre a UNRWA e os eventos de 7 de outubro, analisando o duplo papel desempenhado por instituições internacionais em zonas de conflito. É embaixador do Yad Vashem (Formação em Holocausto e combate ao Antissemitismo pelo Museu do Holocausto de Jerusalém, Israel). |
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