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Um ensaio sobre exploradores que exploram os explorados

Lawrence Maximus - 08/08/2025 16h06

Mãos em luta
Luta de classes (Imagem ilustrativa) Foto: Freepik

Eles não produzem nada, a destruição é sua essência. Sua ideologia fundamenta-se em um único princípio: a expropriação dos frutos do trabalho alheio, sob pretexto de justiça redistributiva. Longe de serem autossuficientes, eles não alcançaram tal posição isoladamente; foram elevados por vocês, que se tornaram suas vítimas.

Sua estratégia maligna é sutil, mas eficaz: convencimento de que o exercício pleno da vida, liberdade e propriedade não traz felicidade genuína, a menos que esses direitos sejam subordinados à coletividade.

Sob o discurso da solidariedade, instilam na sociedade a crença de que o bem-estar individual só é legítimo quando compartilhado compulsoriamente com outros, especialmente com aqueles que não participaram diretamente da criação desse valor.

Prometem segurança, mas quem realmente está protegido são eles próprios, erguendo barreiras institucionais que os tornam inatingíveis pelos cidadãos comuns. Prometem justiça, mas essa “justiça” é, na verdade, uma versão distorcida de justiça social, onde aqueles que pouco ou nada reduzidos para a geração de riqueza são recompensados com benefícios imerecidos.

Esse modelo ignora a ética do mérito e perpetua relações de dependência, corroendo os pilares da meritocracia e da responsabilidade individual.

Sua retórica explora duas emoções profundas: a culpa nas classes produtoras e a inveja nas classes menos favorecidas. Apelam para a preocupação com os mais pobres, induzindo as camadas produtivas a sentirem-se moralmente culpadas por suas prosperidades. Ao mesmo tempo, cultivam nos mais vulneráveis a sensação de que os bens acumulados pelos prósperos são, por natureza, fontes de exploração e roubo.

Essa narrativa apresenta a economia como um jogo de soma zero, indicando que a riqueza de uns resulta necessariamente da privação de outros. Contudo, essa visão diabólica (reducionista) ignora a dinâmica criativa das interações econômicas, onde produção, inovação e troca voluntária podem gerar ganhos mútuos.

Ao promoverem esse conflito artificial entre “opressores” e “oprimidos”, Lula e seus comparsas assumem o papel de mediadores, oferecendo-se como solução para um problema que eles próprios fabricaram.

Nesse processo, consolida seu poder ao manipular a percepção pública, transformando sua agenda em uma suposta verdade moral irrepreensível. Na prática, porém, tornam-se verdadeiros opressores, exercendo controle sobre os indivíduos enquanto perpetuam desigualdades inversas e incentivam a estagnação econômica. Bem-vindo, ao socialismo soviético!

Se não conseguir compreender este ensaio, a sua mente já foi conquistada por eles e depois dela, eles conquistarão tudo o que você tem…

Lawrence Maximus é doutorando em Ciências Políticas pela Pontificia Universidad Católica Argentina. Como cientista político, especializado em Cooperação Internacional, desenvolveu em seu Mestrado pesquisa sobre a UNRWA e os eventos de 7 de outubro, analisando o duplo papel desempenhado por instituições internacionais em zonas de conflito. É embaixador do Yad Vashem (Formação em Holocausto e combate ao Antissemitismo pelo Museu do Holocausto de Jerusalém, Israel).

* Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News.
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