Juliana Moreira Leite é jornalista, apresentadora e comentarista. Aqui você vai ver o Brasil como ele é, não como tentam vender.
Apolítica em um mecanismo de autoperpetuação travestido de justiça social
Esse tipo de reação revela mais sobre quem acusa do que sobre quem fala
Não é que não saibam o que está em jogo — é que preferem não pagar o preço de dizer não
Homens matam mulheres todos os dias; não como exceção, mas como uma repetição quase burocrática da tragédia
De repente, parte da imprensa descobriu o cheiro do escândalo
Em qualquer sistema jurídico sério, a distância entre juiz, investigado e defesa é absoluta
A corrupção sistêmica não precisa rasgar a lei; basta interpretá-la até que sirva perfeitamente aos de sempre
Se a capital federal é o espelho do Brasil, talvez esteja na hora de polirmos esse espelho com vozes femininas
Meu coração está com essa mãe; com o silêncio da casa, com os brinquedos que não serão tocados, com a ausência que não se resolve
Um método elegante, caro e assustadoramente funcional
Certos silêncios não se impõem, se compram. Não por lealdade, não por ética, mas por medo aritmético
Nikolas representou a coragem de seguir quando o cansaço aconselha a parar
Nenhuma Corte sobrevive quando a rotina passa a ser a indecência
Eu e Rony Gabriel não somos heróis, mas, não aceitamos dinheiro, pois não somos corrompíveis
Rabos presos, silêncios coreografados, a encenação institucional intacta...
O truque final é fingir que tudo se resume a petróleo, como se números desmentissem crimes
O aviso para o próximo ano é simples e brutal: votar conscientemente
Então, a pergunta surge: quem está pagando o jantar?
Do mundo se leva sim alguma coisa: leva-se a vergonha de ter destruído o que não se soube honrar
A direita só perde quando prefere disputar espelhos em vez de disputar o futuro
A mão pesada da Justiça cai sobre Bolsonaro, enquanto outra, leve, como pluma abre a cela para Vorcaro
Não há nada mais brasileiro do que um homem que se acha imortal sendo arrastado pelo braço em pleno aeroporto
As séries que romantizam a vida de assassinos são o testemunho dessa estética degenerada
O Brasil parece viver uma fábula cruel onde a lealdade é moeda podre e o revisionismo, religião
O PSOL é o partido do narcisismo travestido de justiça
Agora, o discurso revolucionário virou um acessório de luxo
Haddad fala em equilíbrio fiscal como um seminarista que decora o latim sem jamais entender o Evangelho
María Corina não cabe no figurino da esquerda: é liberal, anticomunista, elegante e livre
A crise do metanol é o epitáfio do bom senso, o retrato de um país que perdeu a capacidade de distinguir o crime do cotidiano
O ódio não é ideológico: é social, é de classe
A mídia comprada de esquerda tem sangue nas mãos, e não é força de expressão
Um discurso, mais vazio que o camarim depois do show, que não acrescenta nada ao debate público
O discurso de Fux nos lembra de que ainda há lampejos de dignidade possível no Judiciário
Ela nos lembrou que dignidade ainda é possível, mesmo quando tudo ao redor conspira para roubar-lhe o chão
Assistimos a um House of Cards versão mexicana, em que cada capítulo é mais absurdo que o anterior
A obsessão de Lula não é com a proteção do menor, mas com o controle da narrativa
Contra o rolo compressor dos togados, a frase que ressoa é simples e direta: Bolsonaro livre, anistia já!
Num ambiente onde todos parecem domesticados, qualquer ato de insubmissão é um sopro de ar fresco
Enquanto o país sangra, desemprega, censura...Libido? É sério mesmo?
A morte deveria calar um pouco o cinismo e lembrar que o que vale não é o lado do espectro político
Um líder de um país sério não late para a maior potência do planeta achando que está rugindo
Enquanto posa como símbolo de ruptura e representatividade, age como caricatura de si mesma
Se o Estado não reconhece os monstros como tal, se opta por acolhê-los enquanto deixa as vítimas sozinhas com suas dores, então estamos falidos
O STF não está acima da democracia: está se colocando contra ela
Quando uma âncora da GloboNews se sente à vontade pra zombar, mentir, atacar judeus é porque o pacto civilizatório se quebrou
O PT adora posar de partido dos pobres, mas a verdade é que virou uma esquerda com carpete felpudo e vinho chileno na taça
O Brasil transformou comédia em subversão e criminalidade em burocracia libertadora
Existe uma diferença gritante entre o lúdico e o escapismo
Às vezes ele chega com um aviso de “comunidade segura”
A CPI foi palco de um teatro triste, em que a autoridade pedia autógrafo ao investigado
A militância exige pureza. E pureza, como bem sabemos, é irmã do fanatismo
O amor, quando condicionado, é só uma forma elegante de dominação
Um governo que se fantasia de diplomata para fora e de ditador para dentro
O que se espera de uma administração justa e transparente é que os recursos sejam aplicados onde é mais urgente
Quando um deputado chuta alguém na Câmara, ele chuta também o pacto social
Não é sobre golpe, nem sobre perdão. É sobre abuso