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Não nos tratem como marionetes

Evite delegar aos outros o poder de decidir o que você vai pensar

JR Vargas - 16/10/2017 12h27

Existe uma tentativa de controle que também pode ser vista e revista nas mídias tradicionais

Tenho a impressão de que estamos vivendo um grande show de marionetes. Bonecos que não pensam, estão sendo manipulados por alguns e se comportando exatamente como seus donos determinam. A magérrima argumentação e a incapacidade de ouvir têm reproduzido artistas em série de um espetáculo cada vez mais medonho. Perdeu a graça. É natural a briga por controle da mente alheia. Acontece no campo espiritual e se reflete na vida cotidiana. Contudo, não podemos abrir mão do DIREITO de pensar. Deus nos concedeu esse presente extraordinário. Abrir mão de refletir é negar tal dádiva.

Não deixe que pensem por você. Faça sua análise das circunstâncias. Estude os assuntos, ouça várias pessoas, porém não delegue a elas o poder de decidir o que você vai pensar. Pense! Não abra mão dessa bênção. Há pessoas que a gente conhece de perto, e outras que se escondem por trás de grandes organizações que nos tratam como animais a serem adestrados. Tenho grande admiração pelos adestradores de animais, embora nem sempre concorde com seus métodos, contudo a racionalidade é uma característica humana e não podemos desprezá-la.

As redes sociais, afirmam alguns especialistas, já conseguem sequestrar a mente de seus viciados usuários. Uma pesquisa publicada na DSCOUT conta que as pessoas tocam no celular cerca de 2.600 vezes por dia. Esse dado indica a nossa vulnerabilidade. Estamos sendo alvos constantes de um sem número de recursos disponíveis para detectar nossos interesses e nos oferecer produtos e serviços da mesma faixa de intenção. O maior risco é o de ser estreitado o nosso mundo, para muitos cada vez mais restrito a essas redes, a ponto de somente pensarmos dentro desse círculo imaginário criado e conduzido por outros. Esse é o fenômeno conhecido por sequestro mental. As nossas escolhas sofrem essa influência; assim, o que compramos, os lugares que visitamos ou os pratos que degustamos resultam dessa ação engenhosa e incrivelmente articulada.

Vou logo dizendo que não me deixo apaixonar por teorias da conspiração. Tenho direito de pensar diferente de quem deseja que eu pense como eles. E é por pensar que repudio essa tentativa de controle que também pode ser vista e revista nas mídias tradicionais. Não comprei chocolate Baton por causa do comercial daquelas lindas crianças que fingiam querer nos hipnotizar nos anos 80. Não quero visitar um lugar porque todo mundo diz que é ótimo. Não vou usar uma marca em razão de ser a escolhida da maioria. Deus nos fez muitos e ao mesmo tempo únicos. Somos singulares, e nossa singularidade se reflete na individualidade. Somos indivisíveis, inteiros e não fragmentados. Não podemos passar o controle do nosso cérebro para outros. Essa é a nossa responsabilidade. Carecemos de contínuo discernimento, outro presente de Deus, para distinguirmos “a” de b” em meio a essa avalanche de informações. Algumas falsas, outras tendenciosas e poucas verdadeiras. Agora, se você discorda de mim, e chegou a essa conclusão depois de pensar, posso não concordar com você, mas ainda assim você ganhou o meu respeito. Valeu!

JR Vargas é pai do Lucas Campos Vargas; Pastor Plantador da Igreja Presbiteriana das Américas, na Barra da Tijuca, RJ; Radialista, Apresentador do Debate 93, da Rádio 93FM; Escritor; Graduado e Pós-graduado em Comunicação Social e Teologia.