Os limites do pacto conjugal – Parte 1

Embora a mentalidade da atual geração queira nos impor uma nova maneira de pensar, isso não faz com que os limites e valores absolutos do pacto criado por Deus devam ser alterados

Josué Gonçalves - 11/05/2019 12h35


“Casamento é uma longa conversa entremeada de disputa” – Robert Louis Stevenson

O casamento é um pacto que gera benefícios para as partes que o celebram. Ele amplia os recursos, une as forças e é garantido por lei. Alguém poderá, então, pensar que um pacto “é só alegria”. Claro que há muitos benefícios em pactuar-se com a pessoa amada e com Deus, que também participa dos pactos matrimoniais. Os pactos, no entanto, também preveem responsabilidades e têm limites que precisam ser observados e respeitados. Embora os benefícios do pacto possam dar um “brilho” a essa nova situação, os limites é que reforçam os laços e podem garantir a sua estabilidade.

Quais são os limites do pacto conjugal?

Em nossos dias, ouvimos a todo o momento alguém falar em pós-modernidade. Vivemos na pós-modernidade. Em seguida, as pessoas afirmam que “hoje os valores são outros”. Na pós-modernidade, tudo é relativizado. Isto significa que aquilo que vale para mim pode não valer para você. Em outras palavras, não há absolutos. Tudo é relativo. Será que isso funciona na prática?

Imagine uma situação hipotética. Você tem o seu cônjuge, ama o seu cônjuge e está feliz com ele. Vocês vivem um conto de amor. São fiéis um ao outro e estão seguros em sua relação. No entanto, uma pessoa de fora da sua relação, com a mentalidade pós-moderna, relativiza os valores e não acredita que seja preciso haver valores absolutos. Essa pessoa, então, “dá em cima” do seu cônjuge, paquera o seu cônjuge e o seduz. Você descobre e, naturalmente, fica indignado ou indignada. Para você, a fidelidade é um valor absoluto. Ora, cada panela com a sua tampa! Mas “uma outra” panela está querendo ser “fechada” com a sua tampa.

O que eu quero dizer com isso, e você já deve ter notado a mensagem, é que, embora a mentalidade da atual geração queira nos impor uma nova maneira de pensar, isso não faz com que os limites e valores absolutos do pacto criado por Deus há milhares de anos devam ser alterados por conta das nossas variações e da relativização na maneira de pensar. Não somos nós que alteramos o curso das coisas criadas por Deus.

Os casais que celebram um pacto na presença de Deus – e digo mais! – os casais que pretendem estabelecer uma relação sólida e constituir uma família, ainda que pensem diferentemente de Deus, devem seguir os parâmetros que estão postos desde sempre. O casamento como pacto criado por Deus segue, necessariamente, essa linha de condução. Os tempos mudam – e mudam mesmo! –, mas isso não significa que Deus ajuste o Seu modo de pensar e valorizar as coisas simplesmente porque nós mudamos. Aliás, é o contrário. A estabilidade de Deus e a Sua permanência imutável é que se tornam para nós o referencial seguro.

Imagine se o Senhor mudasse de opinião cada vez que o homem muda o seu modo de pensar e comportar-se! O mundo estaria pior do que vemos. O escritor russo Fiódor Dostoievski sabiamente escreveu: Se Deus não existe, tudo é permitido.

Assim, como Deus existe, nem tudo é permitido.

Sigamos, então, os limites estabelecidos para o casamento, limites estes que serão tratados na próxima coluna. Não perca!

Josué Gonçalves É terapeuta familiar, escritor, pastor e apresentador do programa Família Debaixo da Graça, transmitido pela RedeTV!. Trabalha com o tema Família há 27 anos.

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