Coluna Josué Gonçalves: O que devo fazer para que meu marido seja mais espiritual?

O que mais incomoda a esposa, de verdade, é o fato de que ele está dando um péssimo exemplo para os filhos

Josué Gonçalves - 10/02/2018 08h00

Prezados leitores do Pleno.News, hoje quero abordar um tema de interesse e preocupação para muitas esposas: a fé e a espiritualidade de seus maridos.

Quando o marido não demonstra o menor interesse por questões espirituais, não lê a Bíblia, não ora, vai muito pouco à igreja. O que mais incomoda a esposa, de verdade, é o fato de que ele está dando um péssimo exemplo para os filhos.

Algumas esposas acreditam que é obrigação delas controlar as atitudes do marido. Mas, quem é responsável pela espiritualidade do marido? Ele mesmo. Mas, muitas vezes, a esposa assume esta responsabilidade. Arroga a si a tarefa de fazer com que o marido vá à igreja, leia a Bíblia e dê bom exemplo para os filhos. Não é sem razão que muitas estão cansadas. Quando a esposa age assim, o que ela quer é que o marido assuma práticas espirituais a fim de resolver e suprir as necessidades dela mesma. Como o marido não corresponde às suas expectativas, ela, erroneamente, chama para si a responsabilidade de atender às necessidades dele. Uma relação dessa natureza possui diversas características, tais como:

Controlar – Muitas vezes há uma intenção inconsciente de controlar o marido. Guardar rancor; esta é uma das razões porque alguns não perdoam, pois assim podem ter sempre uma posição superior ao ofensor. Este tem para com ele uma dívida perene, que não consegue saldar. Existem pessoas que agem de maneira a compensar o erro cometido. Em certo sentido – isso é diabólico – o rancor torna-se uma arma muito eficaz para controlar o comportamento do ofensor.

Reagir negativamente – Quem vive num relacionamento desse tipo, não sabe como é bom reagir correta e positivamente diante dos atos de outrem, e como isso nos liberta. E essa maneira positiva de reagir tem base no que é verdadeiro, benéfico e acertado.

Humilhar-se – Sentir vergonha nos comunica uma dolorosa sensação de que não temos valor como pessoa. Muitas gente utiliza o recurso de humilhar os outros para assumir uma posição de superioridade. Quando alguém nos transmite a mensagem de que somos maus ou temos alguma falha, está querendo nos dizer que ele vale mais ou é mais poderoso que nós e, por isso, se acha no direito de nos julgar. É perigoso quando queremos parecer mais espirituais aos olhos dos outros.

Ser dirigido pelo ego – Significa colocar-se acima das outras pessoas, no comando da situação. Como o egocentrismo pode se manifestar, revelando pensamentos que definem a verdadeira motivação da pessoa.

  • Quero que meus filhos estejam sempre bem arrumados por causa do que os outros vão pensar de mim.
  • Meu cônjuge tem de ir à igreja, senão o que vão pensar de mim?
  • Preciso que você satisfaça minhas necessidades para que eu me sinta importante.
  • Se você quer fazer algo que eu não quero, dá a entender que eu não sou importante para você.
  • Dando mais atenção a outra pessoa do que a mim, você está dizendo que há alguma falha em mim.

Não há nada de errado na esposa desejar que o marido seja mais espiritual, porém é preciso cuidar para que ela não assuma uma responsabilidade que é dele. Talvez seja por isso que o apóstolo Pedro escreveu: “Semelhantemente vós mulheres, sede sujeitas aos vossos próprios maridos; para que também, se alguns não obedecem à palavra, pelo porte de suas mulheres sejam ganhos sem palavra” (1 Pedro 3:1).

 

Josué Gonçalves É terapeuta familiar, escritor, pastor e apresentador do programa Família Debaixo da Graça, transmitido pela RedeTV!. Trabalha com o tema Família há 27 anos.