A janela

A vida foi, é, e sempre será aquilo que nós a tornarmos. O que você tem feito com a sua vida?

Josué Valandro Jr. - 01/12/2017 15h15

Quero hoje compartilhar uma história que talvez você já conheça. Mas penso que mesmo sendo conhecida, ela sempre nos traz uma reflexão.

“Dois homens estavam seriamente doentes na mesma enfermaria de um grande hospital. O cômodo era pequeno e nele havia uma janela que dava para o mundo.

Um dos homens tinha, como parte do seu tratamento, permissão para sentar na cama por uma hora, todas as tardes (algo a ver com drenagem do fluido de seus pulmões). Logo, sua cama ficava perto da janela. O outro, contudo, tinha de passar todo o tempo deitado de barriga para cima.

Todas as tardes, quando o homem, cuja cama ficava perto da janela, era colocado sentado, passava todo o tempo descrevendo o que havia lá fora para seu companheiro.

A janela, aparentemente, dava para um parque onde havia um lago com patos e cisnes, e as crianças davam pão para eles, colocavam barcos de brinquedo na água. Jovens namorados caminhavam de mãos dadas entre as árvores, e havia flores, gramados, pessoas jogando bola… Ao fundo, por trás da fileira de árvores, avistava-se o belo contorno dos prédios da cidade.

O homem deitado ouvia o colega sentado descrever tudo isso, apreciando todos os minutos… Ouviu quando uma criança quase caiu no lago, como as garotas estavam bonitas em seus vestidos de verão… As descrições do seu amigo, eventualmente, o fizeram sentir que quase podia ver o que estava acontecendo lá fora…

Assim, em uma bela tarde, ocorreu-lhe um pensamento: ‘Porque meu companheiro de quarto que fica perto da janela, tem todo o prazer de ver o que está acontecendo? E eu não? Por que eu não posso ter essa chance?’.

Sentiu-se muito envergonhado, mas quanto mais tentava não pensar assim, mais queria uma mudança. Faria qualquer coisa para ter o privilégio de ver através da janela!

Numa noite, enquanto olhava para o teto, o outro homem subitamente acordou tossindo e sufocando, suas mãos procuravam o botão que faria a enfermeira vir correndo. Mas ele o observou sem se mover… Mesmo quando o som da respiração parou.

De manhã, a enfermeira encontrou o outro homem morto e, silenciosamente, levou embora seu corpo.

Logo que pareceu apropriado, o homem perguntou se poderia ser colocado naquela cama, perto da janela. Assim o fizeram… No momento que saíram, ele apoiou-se sobre o cotovelo, com dificuldade, e sentindo muita dor olhou para fora da janela. Que surpresa! Ele viu apenas um muro…”

Veja, a vida foi, é, e sempre será aquilo que nós a tornarmos. Por isso, valorize as pessoas que fazem o possível para tornar sua vida melhor. Quando chegar em casa dê um beijo em seus pais, em seus irmãos. Ligue agora mesmo para seu marido (ou esposa), para seu melhor amigo(a)… Diga o quanto são importantes em sua história… Coloque um sorriso no coração de cada um deles.

 

Josué Valandro É o pastor presidente da Igreja Batista Atitude da Barra da Tijuca, no Rio. Se graduou em teologia pelo Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil e informática pela PUC-RJ. Pós-Graduado em gestão estratégica de recursos humanos pela UNILESTE-MG, e mestrando em teologia pelo Southeastern Baptist Theological Seminary, na Carolina do Norte (USA). Casado com Bianca, Valandro é pai do Lucas e do Gabriel.

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