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Quem é quem na igreja?

Existem pelo menos três classes de pessoas que nelas atuam de forma distinta

Jonatas Nascimento - 13/01/2020 10h10

Hoje estou respondendo a mais uma pergunta que me fazem, desta vez a de número sequencial 18, que é a seguinte: Quem é quem na igreja?

Em toda e qualquer igreja ou outra organização religiosa existem pelo menos três classes de pessoas que nelas atuam de forma distinta, mas em todas essas classes é preciso observar o cumprimento da legislação trabalhista ou equivalente.

1. Atividades laborais, intelectuais ou científicas: Esta classe se subdivide em: a) Celetistas: Esta classe engloba os trabalhadores regidos pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), que atuam em consonância com o que preceitua o artigo 3º desse diploma legal: “Considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante salário. Parágrafo único – Não haverá distinções relativas à espécie de emprego e à condição de trabalhador, nem entre o trabalho intelectual, técnico e manual”. Esta classe faz jus a todos os direitos trabalhistas previstos em leis, normas, regulamentos e convenções ou acordos e, salvo casos especiais, devem cumprir jornada diária de 8 horas de trabalho, 44 horas semanais e 220 horas mensais; e b) Não celetistas: Nesta classe encontram-se aqueles trabalhadores que prestam os seus serviços profissionais autonomamente, de forma eventual, sem vínculo de emprego. Como exemplo, podemos citar atividades profissionais de pedreiro, pintor, bombeiro hidráulico, eletricista, jardineiro, engenheiro, arquiteto, advogado, contador e outros.

2. Ministros religiosos e afins: O conceito de ministro de confissão religiosa vai muito além da figura do pastor. Portanto, aqui estão enquadrados todos aqueles que são vocacionados por Deus para, de forma voluntária, prestarem serviços de caráter religioso de forma eventual ou permanente. Como exemplos de ministros, podemos citar, entre outros: pastores, padres, rabinos, sacerdotes, obreiros, cooperadores, presbíteros, anciãos, ministros de adoração e outros, de forma reconhecida pela congregação respectiva. O entendimento aqui é de que uma educadora cristã ou o ministro de adoração, por exemplo, podem ser reconhecidos como tais e terem tratamento igual ao do pastor.

3. Voluntários: Nesta classe concentra-se o maior universo dos fiéis, pois praticamente todas as atividades são voluntárias. Por exemplo, quando a igreja promove uma atividade social junto aos menos favorecidos, oferecendo-lhes pão e banho, ou fazendo-lhes um curativo, ou ensinando-lhes uma profissão, certamente estão prestando serviços voluntários. Igualmente, os ministérios auxiliares estão repletos deles, pois aqui estamos falando de todos aqueles que atuam em serviços diaconais, professores da EBD, equipe de louvor, operadores de mídias, recepção, atividades de cantinas, bazares, condução do veículo da igreja etc.

Jonatas Nascimento é empresário do ramo contábil na região metropolitana do Rio de Janeiro, graduado em Letras e Direito. Especialista em contabilidade eclesiástica, é autor do livro Cartilha da Igreja Legal.

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