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Nosso círculo de influência

Até onde vai o seu poder de ação? Você sabe que não dá conta de limpar seu bairro de uma só vez. Mas, sabe que pode começar pela frente da sua casa

ILona Garijo Facchini - 04/05/2018 11h56

Queridos leitores do portal Pleno.News, começo o artigo desta semana agradecendo imensamente todos aqueles que atenderam ao chamado da semana passada para subir a #FimDoForoPrivilegiado. Nosso trabalho em parceria foi um sucesso, conseguimos demonstrar a pressão popular necessária e colhemos os resultados desta ação ativista: o STF decidiu por unanimidade restringir foro privilegiado de deputados e senadores!

E este foi mais um importante degrau no processo de mudança do Brasil. Assim, vamos nos tornar cada vez mais figuras transição nesta sociedade, expandindo o nosso círculo de influência e multiplicando consciência nas pessoas, nas escolas, nas igrejas e na sociedade. Sejamos proativos e livres!

Quero hoje compartilhar com vocês o conceito do Círculo de Influência que fez muita diferença em minha vida. É uma metodologia do autor Steve Covey, fundador das organizações Franklin Covey, que tive o privilégio de conhecer. Por vários anos, atuei como gestora da área de treinamento de uma multinacional americana e viajei pela América Latina para ensinar aos líderes esse conceito; um dos meus preferidos; que agora resumo para vocês.

Podemos classificar todas as situações e circunstâncias das nossas vidas e da sociedade em duas categorias:

1. Coisas que podemos influenciar através de escolhas (nosso Círculo de Influência)
2. Coisas que podem lhe dizer respeito, mas sobre as quais você tem pouca ou nenhuma influência (Círculos de Preocupação).

Pessoas proativas focam naquilo que podem influenciar e não se preocupam com o que não podem.

De modo contrário, pessoas reativas se focam em seu Círculo de Preocupação, deixando de perceber as coisas que podem realmente influenciar.

Quando olhamos para o que se encontra dentro de nosso Círculo de Preocupação, fica claro que existem situações sobre as quais não temos controle efetivo e outras em que podemos interferir.

Ao determinar em qual dos dois círculos concentramos a maior parte do nosso tempo e nossa energia, podemos descobrir muito sobre nosso grau de proatividade.

As pessoas proativas concentram seus esforços no Círculo de Influência. Eles mexem com aquilo que podem modificar, a natureza de sua energia é positiva, engrandecedora e ampla, o que leva ao aumento do Círculo de Influência.

As pessoas reativas, por outro lado, concentram os esforços no Círculo de Preocupação, seu foco recai na fraqueza dos outros, nos problemas do meio ambiente, nas circunstâncias que fogem a seu controle. Este foco resulta em atitude acusatórias e lamentações, linguagem reativa, provoca o encolhimento do Círculo de Influência.

Enquanto trabalhamos no âmbito do nosso Círculo de Preocupação, permitimos que os elementos pertinentes a ele nos controlem. Não tomamos as iniciativas proativas necessárias para provocar mudanças positivas.

Sempre levei em consideração que se não podia limpar o bairro todo de uma vez, começaria varrendo em frente da minha própria casa.

Sejamos responsáveis por escolher os nossos próprios caminhos alinhados ao Evangelho e que, certamente, serão caminhos de outros que possivelmente nos seguirão em nosso Círculo de Influência.

Você pode saber mais sobre esse assunto, clicando aqui.

Ilona Garijo Facchini, há 17 anos no mercado de Treinamento & Desenvolvimento, conquistou sólida carreira no Brasil e no exterior. Suas centenas de palestras já foram assistidas na Argentina, Chile, Colômbia, México, Venezuela e Estados Unidos. Ela é Psicóloga Educacional e Organizacional, especialista em Desenvolvimento Infantil, Formação de Lideranças e Equipes.