Consumismo infantil

Filhos precisam ouvir “não”, ainda que momentaneamente se irritem. No futuro, os pais mais valorizados e respeitados serão os que colocaram limites

ILona Garijo Facchini - 22/12/2017 09h00

Com a chegada do Natal, temos o hábito de presentearmos uns aos outros. As crianças observam e assim também aprendem. É aí que surgem então as imensas listas de presentes caros que se tornam um transtorno para os pais, que precisam driblar as exigências e expectativas dos filhos.

Mas pense um pouco antes de comprar. Não dê bens materiais em excesso às crianças, um brinquedo caro, em poucos dias, já estará esquecido mesmo. Aproveite as datas especiais para presentear sim os pequenos, mas com sabedoria e dentro do orçamento familiar.

Aproveite também o aniversário, o Natal, o dia das crianças, mas não banalize o ato de presentear. Seja transparente com a criança e cumpra o que promete, mas não ceda a chantagens. Filhos precisam ouvir “não”, ainda que momentaneamente se irritem. No futuro, os pais mais valorizados e respeitados serão os que colocaram limites.

Se nós, pais, focarmos na contramão da tendência atual, o livre brincar é uma atividade bastante desejável para o bom desenvolvimento da criança. Aparentemente simples e natural, não precisa de brinquedos estruturados, insubstituíveis e caros. Então pense em jogos e passatempos para os pequenos, pois qualquer objeto que estimule a capacidade imaginativa e a espontaneidade é o suficiente para uma experiência extremamente enriquecedora e prazerosa.

Pense nisso!

 

 

 

Ilona Garijo Facchini, há 17 anos no mercado de Treinamento & Desenvolvimento, conquistou sólida carreira no Brasil e no exterior. Suas centenas de palestras já foram assistidas na Argentina, Chile, Colômbia, México, Venezuela e Estados Unidos. Ela é Psicóloga Educacional e Organizacional, especialista em Desenvolvimento Infantil, Formação de Lideranças e Equipes.