Em guerra contra Bolsonaro, Moro e a Lava Jato, jornalismo brasileiro nega democracia

Helder Caldeira - 12/08/2019 08h51

Jair Bolsonaro durante café da manhã com jornalistas Foto: Marcos Corrêa/PR

1) A colunista de Política do maior jornal paulista escolhe difamar o presidente Jair Bolsonaro por causa do “cocô dia sim, dia não”;

2) A jornalista de Economia de uma grande emissora escolhe descer sarrafo na Operação Lava Jato com base em supostas conversas obtidas através do cometimento de crimes graves contra quase mil vítimas;

3) Outra colunista de Política de rádio e jornal escolhe tirar do contexto histórico uma frase de Millôr Fernandes e dizer a seu público de hoje que “imprensa é oposição”.

Sim, são escolhas!

Os jornalistas brasileiros empregados em grandes veículos de comunicação têm feito, desde a eleição em outubro de 2018, a escolha por declarar guerra ao Governo Bolsonaro e seus eleitores/apoiadores, seja pelo que for, custe o que custar.

Essa gente pinta a cara de democrata, faz discurso bonitinho e vende diariamente as maiores hipocrisias disfarçadas em bandeiras de pluralidade. Entretanto, na realidade, essa turma não tem qualquer vestígio de vergonha na cara quando finge isenção para ocultar sua verdadeira negativa à democrática e à saudável alternância de poder.

Negam a democracia, assim como negam seu dever de informar a verdade, independente de quem possa dela se beneficiar. Querem apenas fazer oposição. Não estão fazendo Jornalismo de fato. Querem ser políticos.

Isso explica, por exemplo, o fato desses supostos jornalistas e seus veículos de comunicação escolherem a guerra contra Jair Bolsonaro por causa de cocô e não destinarem uma única linha para o fato de que seu governo zerou a tarifa de importação de medicamentos necessários ao tratamento de HIV/Aids e câncer e reduziu drasticamente a tributação de outros 17 remédios importados essenciais.

Explica, também, por que os jornalistas foram atrás de notícias sensacionalistas sobre a avó da primeira-dama Michelle Bolsonaro e não renderam um parágrafo sequer sobre a tortura, castração e assassinato do menino Rhuan.

Explica, entre outras coisas, por que os plantonistas do caos passam meses fiscalizando as redes sociais dos filhos, parentes, amigos e apoiadores do presidente da República em busca de qualquer post que possa ser transformado num escândalo planetário, mas atravessaram quase duas décadas aplaudindo o maior esquema de corrupção e assalto a cofres públicos já visto numa democracia ocidental.

Não espanta, portanto, que essa indústria de pelegos letrados tenha recebido salvo-conduto de um ministro do Supremo Tribunal Federal, que depois de consagrar a inexigência de graduação acadêmica na área para jornalistas, agora os tornou uma espécie de seres inimputáveis, sobre os quais as autoridades constituídas, diante de um crime cometido, não podem nem investigar.

Raciocinemos: alguns jornalistas, a turma esquerdista, os lulalivristas, ministros do STF, mandatários da OAB, “juristas”, “especialistas” e congêneres compartilham das mesmíssimas opiniões dos líderes do PCC quanto ao presidente Bolsonaro, o ministro Sergio Moro e a Operação Lava Jato.

Isso explica as escolhas.

Helder Caldeira é escritor, colunista político e palestrante. Há duas décadas atua e escreve sobre a Política brasileira. É autor dos livros ‘Águas Turvas’, ‘Bravatas, gravatas e mamatas’, ‘Pareidolia política’, entre outros. Contato: eventos@heldercaldeira.com.br

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