Opinião Fábio Guimarães: Pesquisas eleitorais

As pesquisas eleitorais são um retrato, um diagnóstico do momento em que elas são realizadas

Fábio Guimarães - 24/04/2018 12h04

As pesquisas eleitorais são um retrato, um diagnóstico do momento em que elas são realizadas. Uma pena que as pesquisas publicadas sejam tão pobres de informação.

Os institutos de pesquisa, muitas vezes, vendem pesquisas com metodologias prontas. O que não é o melhor caminho para avaliar informações em um país de dimensões continentais como o Brasil.

Mais importante que sabermos 0% de votos ou rejeição a um candidato X ou Y é entendermos quais são as maiores demandas da população e como essas demandas se diferenciam dependendo do território pesquisado.

Os institutos querem vender pesquisas. E, muitos clientes, como partidos e candidatos, não sabem com profundidade escolher a metodologia adequada. Assim não conseguem explicitar de forma clara o produto que querem. Essa distorção produz na prática pesquisas com metodologias inconsistentes que pouco acrescentam quando se busca avaliar dados, principalmente dados cruzados.

Temos pelo menos dois vetores importantes nas próximas eleições, são eles:

  1. A descrença da população com a política.
  2. Os efeitos da obrigatoriedade do cadastramento biométrico em alguns municípios.

Esses vetores serão importantes para análise em todos os cenários daqui até outubro, pouco importa a linha ideológica do contratante da pesquisa ou suas preferência pragmáticas. Entender esse processo informacional é sair na frente na busca de um Brasil melhor depois de outubro. Como falamos sempre por aqui, goste você ou não, a política é a única saída na busca de uma sociedade melhor.

Fábio Guimarães é economista, formado pela UFRRJ com MBA em Gestão de Negócios pelo IBMEC-RJ. Palestrante, consultor e debatedor, atuou por mais de 10 anos como gestor nas áreas de trabalho e renda e desenvolvimento econômico.