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O tempo da “Justiça” é justo?

Vou mostrar em dois exemplos simples

Fábio Guimarães - 15/03/2025 15h32

Jair Bolsonaro Foto: EFE/ Isaac Fontana

Justiça, palavra forte, de múltiplos significados. No dicionário Aurélio, podemos encontrar informações que indicam a “qualidade do que está em conformidade com o que é direito; maneira de perceber, avaliar o que é direito, justo”. Justiça. “O que não há como questionar a sua causa”.

No contexto bíblico, podemos sentenciar como sendo a relação que promove o sentido da vida humana, a harmonia e a igualdade, respeitando as diferenças.

Quando pensamos na ordem social podemos traçar aspectos relacionados à paz tanto na vida individual como na vida social.

Esta semana, tivemos dois exemplos básicos do que é o tempo da Justiça em nosso país.

O advogado Délio Lins e Silva espera, há cinco anos, que um recurso seja julgado com determinado desembargador. Então, ele resolveu inovar e, ao peticionar para o excelentíssimo, rogou por uma decisão e, de forma camicase, enfeitou seu pedido com um lindo bolo de aniversário, em alusão aos cinco anos da vagarosa inércia do Poder Judiciário no caso concreto.

Possivelmente terá seu recurso negado antes do sexto aniversário, mas sua honra segue intacta. Não o conheço pessoalmente, mas compreendo perfeitamente sua atitude. Se tiver curiosidade segue aqui seu pedido:


Petição do escritório DLS Advogados Associados

Em contrapartida, a denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, sobre os chamados “atos golpistas” já tem data para ser julgada, 25 de março. Apenas quatro meses após a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Para fins de comparação, o Mensalão levou sete anos para ir a julgamento.

Como diria um tal militante: “Talvez, nunca antes na história deste país, um processo tramitou de forma tão célere no STF”.

Não importa se o conceito de Justiça é bíblico ou terreno, em ambas as definições não me parece que vivemos em um Brasil da égide da Justiça.

Tempos sombrios. Democracia isso não é…

Fábio Guimarães é economista, formado pela UFRRJ com MBA em Gestão de Negócios pelo IBMEC-RJ. Palestrante, consultor e debatedor, atua há mais de 20 anos como gestor nos poderes Executivo e Legislativo, com ênfase nas áreas de trabalho, renda e desenvolvimento econômico.

* Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News.
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