Imprescindível, importante ou supérfluo?

Precisamos alocar nossas despesas familiares em uma dessas três categorias

Fábio Guimarães - 17/07/2017 13h25

Imprescindível, importante ou supérfluo? Foto: Divulgação

O Brasil tem hoje mais de 14 milhões de desempregados, somados a milhões de brasileiros que não estão buscando emprego e/ou estão subempregados no setor informal. Já falamos sobre isso na coluna O enfrentamento de uma nação”.

Vale destacar também que uma parcela significativa da população que continua empregada no mercado formal de trabalho está vivenciando perda do poder de compra em seu salário real. Aqui temos como exemplo milhares de funcionários públicos que tiveram diminuição de salário e, ainda assim, não recebem em dia; funcionários privados que ficaram desempregados neste período, mas conseguiram outro emprego nas mesmas funções, porém por um vencimento menor; funcionários que não têm reajustes há anos e têm o poder de compra de seus ganhos corroídos pela inflação e tantos outros exemplos que poderíamos tecer por aqui.

O panorama é ruim – isto é um fato, no entanto entender a realidade é o primeiro passo para enfrentarmos o dia a dia com sabedoria, buscando otimizar nossa renda no que realmente é imprescindível. Como dica de economia familiar temos a regra do imprescindível-importante-supérfluo. O que é isso?

A ideia é que cada família consiga alocar suas despesas em uma dessas três categorias, de acordo com a importância do gasto para a família naquele momento específico.

Na medida em que as despesas forem maiores que as receitas, começamos “cortando”, “deixando de consumir” o supérfluo, depois o que é importante, sempre buscando preservar o imprescindível.

Parece uma medida simples, mas na prática é bem difícil. Temos nas extremidades mais facilidade de definir nossas despesas, ou seja, não é tão difícil definir o que é supérfluo e o que é imprescindível, porém definir a diferença entre o que é importante ou imprescindível é complicado, e aqui consiste o sucesso no controle do orçamento familiar. O que é imprescindível para uma família pode ser apenas importante para outra e vice-versa.

Vamos imaginar uma despesa, por exemplo, curso de inglês dos filhos; difícil uma família preocupada com a educação de seus pequenos alocar esta despesa como algo supérfluo, todavia é importante ou imprescindível? Depende! Essa família pretende sair do país e morar no exterior ano que vem? Se sim, presumo que possa ser imprescindível, se não, é importante. Neste caso o curso pode ser trancado por um ano, até que as contas familiares tenham uma folga. Esse raciocínio para cada despesa familiar é fundamental.

Tantas outras possibilidades de alocações podem e devem ser pensadas, como distinguir o importante do imprescindível é fundamental nos momentos em que nosso orçamento familiar estiver no vermelho.