Coluna Fábio Guimarães: A hora da mudança!

Toda generalização é ruim! Temos que parar de pensar que todos não prestam: político é tudo igual, a polícia mata, a igreja quer seu dinheiro e por aí vai

Fábio Guimarães - 22/01/2018 10h00

Prezados leitores do Pleno.News, estamos em um momento muito difícil no Brasil. Temos conversado muito em nossas colunas semanais sobre nossos problemas sociais e econômicos. E, uma recente pesquisa, realizada pela Ideia Big Data, aponta o descrédito da população brasileira com o Congresso Nacional: 84% dos entrevistados simplesmente não se sentem representados pelos congressistas eleitos.

Pesquisas como essas podem nos trazer informações importantes sobre a forma como estamos enfrentando nossos problemas e que mudanças nós, enquanto sociedade, devemos fazer e também como o Governo pode ajudar ou atrapalhar nosso dia a dia.

Esse levantamento foi feito com 5.003 pessoas em 37 cidades brasileiras entre os dias 9 e 13 de janeiro. Vamos “destrinchar” as três principais respostas dessa pesquisa:

1 – 72% dos eleitores escolheram temas relacionados à honestidade como prioridade na hora de votar em seus deputados e senadores.

Principais Considerações:
Honestidade deveria ser “apenas” um pré-requisito, para todos em geral e para representantes públicos em particular. Virou qualidade, e a maior delas.

O mundo avalia seus representantes pelo espírito público, propostas e capacidade de realização que busquem o bem-estar social.

Nosso nível de degradação com a política chegou a tal ponto que estamos buscando representantes pelo básico e com isso não conseguimos avançar. Estamos não apenas buscando pessoas sérias e honestas, mas também políticos capazes de realizar as mudanças que o país tanto precisa.

2 – 73% disseram não concordar com a expressão “O Congresso Nacional está trabalhando pelos brasileiros acima de outros interesses”.

Principais Considerações:
O brasileiro não aguenta mais tanta politicagem, corrupção e ineficiência em alguns setores públicos.

A vida do brasileiro na média piorou nos últimos anos: o desemprego aumentou, o salário real médio diminuiu, seu poder de compra vem diminuindo, o nível de endividamento das famílias aumentou, dentre outros fatores de cunho individual que de alguma forma interferem também na sensação de descrédito com a classe política.

3 – 79% dos entrevistados disseram não se lembrar em quem votaram em 2014.

Principais Considerações:
Essa é a resposta que o político corrupto adora. Se a cada dez brasileiros oito não se lembram em quem votaram como vão cobrar seus representantes? Acabam não cobrando seus representantes e respondendo a pesquisas como esta de forma genérica, dizendo que não confiam no Congresso Nacional. Essa situação se torna um círculo vicioso onde o político corrupto é o maior beneficiado.

Outra consideração importante é: toda generalização é ruim! Temos que parar com essa forma de pensar onde todos não prestam, político é tudo igual, a polícia mata, a igreja quer seu dinheiro e por aí vai.

Temos que pesquisar, nos informar e dar “nome aos bois” os políticos corruptos têm nome e sobrenome e estes não merecem seu voto. O político honesto, existe. Acredite! Ele também tem nome e sobrenome e merece o seu voto.

Novos nomes na política “para oxigenar”, para mudar, são importantes. Mas, não se esqueça, não podemos generalizar, pois teremos novos nomes sujos, corruptos e novos nomes sérios, honestos e competentes. Temos a obrigação de separar “o joio do trigo”. Isso é difícil, pois não necessariamente temos todas as informações necessárias para essa avaliação, mas é nosso dever votar de forma responsável e consciente.

Por fim, destacamos que o ano de 2018 já chegou e só eu e você podemos mudar o norte deste país. Você pode até não gostar de política, mas acredite, será através dela que nosso país vai mudar, seja para melhor ou pior, se você se omitir outros vão decidir por você, a decisão é nossa!

Fábio Guimarães é economista, formado pela UFRRJ com MBA em Gestão de Negócios pelo IBMEC-RJ. Palestrante, consultor e debatedor, atuou por mais de 10 anos como gestor nas áreas de trabalho e renda e desenvolvimento econômico.