A tragédia precisa nos ensinar algo

Nada é próximo da dor de perder um filho, que é a junção da impotência do ser humano frente à tragédia, somada ao luto que chega invertendo completamente a ordem natural da vida

Fábio Guimarães - 08/06/2018 11h01

A morte do PM Douglas em uma tentativa de assalto no município de Duque de Caxias e de sua mãe, por infarto, ao saber da notícia da morte do filho é uma grande tragédia.

É o retrato de um presente que por si só não merecia ser chamado de presente. É o retrato fiel da nossa realidade, uma guerra que vivemos, sem precedentes, onde se mata e se morre por nada ou quase nada.

Neste triste episódio temos o registro de uma tentativa de assalto, de um assassinato, da morte de um policial pelo simples fato de ser policial e a morte de uma mãe. Seu coração literalmente não aguentou suportar a maior dor que um ser humano pode sentir: perder seu filho.

A palavra de Deus é clara. Ela diz: “no mundo tereis aflição, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.” (João 16:33)

Todos nós, ricos ou pobres, brancos ou negros, coxinhas ou mortadelas, teremos aflições, dores. Mas nada é próximo da dor de perder um filho. Ela é a junção da impotência do ser humano frente à tragédia, somada ao luto que chega invertendo completamente a ordem natural da vida.

Nós, seres humanos, não podemos achar que essa guerra é normal. Não dá para ler esta notícia em 30 segundos na timeline e passar para a próxima informação. Não, definitivamente não.

Essa tragédia precisa gerar reflexão em todos nós. Precisamos pensar em nossos valores. Como a vida é efêmera, o que posso fazer para reverter esse quadro social? Como a corrupção piora nossa qualidade de vida, preciso parar tudo e orar por essa família. Como será a vida dos filhinhos do Douglas e netinhos da dona Maria? E percebemos o quanto um morador da Baixada Fluminense é suscetível a morrer em uma tragédia desta se comparado com um morador da Zona Sul do Rio de Janeiro e por aí vai.

Podemos fazer mais mil e uma indagações. O que não podemos é ser inertes ao ocorrido, achar que é normal esse grau de violência em que vivemos. NÃO é normal. A sociedade precisa reagir com sabedoria e prudência “proverbiana”.

Que Deus em sua infinita misericórdia abrace esta família e console o coração de cada membro com o amor incondicional que só Ele é capaz de prover. Que proteja a cada um de nós desta guerra e ao mesmo tempo nos capacite para sermos agentes de mudança que essa sociedade tanto precisa,, cada um em sua área de atuação. Podemos fazer a diferença. Essa é a única saída. Não espere do governo ou de instituições a solução que só eu e você podemos ser para esta nação.

Paz!

Fábio Guimarães é economista, formado pela UFRRJ com MBA em Gestão de Negócios pelo IBMEC-RJ. Palestrante, consultor e debatedor, atuou por mais de 10 anos como gestor nas áreas de trabalho e renda e desenvolvimento econômico.