A importância da Inovação

Sonhar, buscar inovar, é a única forma de não deixarmos o coração e a mente envelhecerem

Fábio Guimarães - 02/10/2017 13h03

A importância da inovação

As mudanças fazem parte de nossas vidas, sempre foi assim, porém neste novo século que vivemos os ciclos econômicos ficaram menores, a velocidade do processo de inovação é crescente.

O Governo Brasileiro precisa melhorar urgentemente as condições para a inovação em nosso país; estamos na 69ª colocação no Índice Global de Inovação, em recente estudo da Universidade Cornell. O ranking examinou dezenas de critérios para avaliar a performance de 127 países.

Quando analisamos a América Latina, o Brasil ocupa apenas a 7ª posição no ranking regional (dentre 18 países); o país mais bem colocado é o Chile (46ª), seguido por Costa Rica (53ª), México (58ª), Panamá (63ª), Colômbia (65ª) e Uruguai (67ª).

As inovações podem ser completas ou parciais, evolutivas ou disruptivas, quando pensamos, por exemplo, em um produto, ou também em inovações de serviço, processo, marketing, organizacional e tantas outras, quando avaliamos as mudanças corporativas.

Gosto do conceito que diz que inovação é “fazer coisas novas ou coisas antigas de uma forma diferente”. Simples e eficaz.

Ter novas ideias sempre é bom, oxigena as relações pessoais e profissionais, demonstra que o ser humano está em movimento, em busca, sonhando; sonhar é a única forma de não deixarmos o coração e a mente envelhecerem.

Afirmamos no parágrafo anterior que “ter novas ideias sempre é bom”; isso não significa que TODAS as novas ideais são boas, o ato de buscar inovar é sadio, o resultado desta ação, a inovação em si, precisa sempre ser avaliada.

Pense na frase: “Ele fez coisas novas e interessantes, pena que as coisas novas não eram interessantes e as coisas interessantes não eram novas”.

Nossa sociedade carece de mudanças profundas em todas as áreas; nossa geração precisa assumir a responsabilidade de ser esse agente de mudança social que a população brasileira tanto demanda; orientados por Deus, precisamos agir colocando em prática as nossas ideias, cobrando incentivos governamentais às políticas públicas de inovação e, por fim, buscando que essas mudanças não sejam apenas novas, mas também interessantes.


Fábio Guimarães é economista, formado pela UFRRJ com MBA em Gestão de Negócios pelo IBMEC-RJ. Palestrante, consultor e debatedor, atuou por mais de 10 anos como gestor nas áreas de trabalho e renda e desenvolvimento econômico.