Sologamia – casando consigo mesmo

No Brasil, este procedimento se tornou conhecido com o fim trágico da blogueira que que se suicidou um dia após seu casamento consigo mesma

Elaine Cruz - 01/08/2019 18h02

Uma artista americana, no ano 2000, resolveu dar uma festa de casamento para si mesma e seus amigos, enquanto tentava se recuperar de uma desilusão amorosa. Ela escreveu seus votos, teve festa com bolo em camadas. E, desde então, impulsionou um movimento pelo mundo, hoje denominado de sologamia.

Legalmente, a sologamia não é aceita em nenhum país do mundo, mas tem sido uma prática cada vez mais comum em diversos países. No Brasil, este procedimento se tornou conhecido a partir do fim trágico protagonizado por uma blogueira, que que se suicidou um dia após seu casamento consigo mesma.

A Bíblia apresenta os parâmetros para o casamento aceito por Deus, com a finalidade de estabelecer as bases para um relacionamento bem sucedido e feliz – e o casamento implica em conjugalidade entre duas pessoas. Infelizmente, nossa sociedade cada vez mais incorpora novos parâmetros, visando consertar carências e volições humanas, sem contudo, tratar a causa dos diversos males emocionais do nosso tempo.

Sempre será importante a prática de ações que estimulem o amor próprio, e comemorar eventos e datas é sempre muito bom. Mas não podemos nos esquecer de que as comemorações serão saudáveis quando as pessoas também estiverem saudáveis emocionalmente. Uma festa de aniversário não cura um coração ferido, assim como a sologamia não resolve a dor da solidão ou do abandono.

Precisamos vivenciar os lutos, aceitar os muitos nãos, e nos recompor para continuarmos o exercício de viver e aproveitar cada dia vivido, seja ele bom ou triste. Necessitamos curar antes de celebrar. Afinal, perder faz parte da vida, assim como esperar a chegada de novas e felizes oportunidades futuras.

Elaine Cruz é pastora no Ministério Fronteira, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro; Psicóloga clínica e escolar, especializada em Terapia Familiar, Dificuldades de Aprendizagem e Psicomotricidade; Mestre em Educação pela Universidade Federal Fluminense; palestrante e conferencista internacional, com trabalhos publicados no Brasil e no exterior; Mestre em Teologia pelo Bethel Bible College (EUA); e membro da Academia Evangélica de Letras do Brasil, com oito livros publicados.

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