Saudade dos que partiram

Nossa saudade revela o peso do valor afetivo que damos, diferentemente, a cada pessoa que perdemos

Elaine Cruz - 01/11/2018 09h33

A saudade não tem idade e nem leva em conta a passagem do tempo. Algumas pessoas morrem e deixam um vazio sentido por anos, quase que cotidianamente. Não precisamos de músicas, comidas ou datas especiais para nos lembrarmos delas.

Com a proximidade do dia de finados, muitos são os que se programam para falar sobre os que se foram, como se tivessem a obrigação de pensar e reavivar a memória sobre os mesmos. Na verdade, nossa saudade é que revela o peso do valor afetivo que damos, diferentemente, a cada pessoa que perdemos.

A pessoa que você perdeu não está mais no cemitério, e não mais vai voltar para a sua vida terrena. Ela não pode se comunicar com você, e nem pensa em você ou protege sua vida. Parte do corpo dela pode ainda existir, mas são as suas lembranças que a mantêm viva, mesmo que só para você. Portanto, você pode até se organizar para manter o local do sepultamento arrumado e enfeitado, mas aprenda acima de tudo a lidar com a sua saudade e aproveitar o afeto daqueles que estão vivos.

Não deixe de usufruir da vida com quem você ama, com as pessoas que ainda podem abraçar e compartilhar dos seus anseios e projetos. Dedique-se a ser e fazer o melhor que puder em seus relacionamentos, de modo a deixar saudades quando a sua hora chegar!

Elaine Cruz é pastora no Ministério Fronteira, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro; Psicóloga clínica e escolar, especializada em Terapia Familiar, Dificuldades de Aprendizagem e Psicomotricidade; Mestre em Educação pela Universidade Federal Fluminense; palestrante e conferencista internacional, com trabalhos publicados no Brasil e no exterior; Mestre em Teologia pelo Bethel Bible College (EUA); e membro da Academia Evangélica de Letras do Brasil, com oito livros publicados.

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