A paternidade

A forma do pai educar complementa a maternidade, ajudando a criança a perceber o mundo e a si mesma de forma integral

Elaine Cruz - 20/09/2018 09h34

A paternidade sempre foi significativa nos tempos bíblicos do Velho e Novo Testamento. Era responsabilidade do homem educar socialmente seus filhos, ensinar-lhes uma profissão e direciona-los na vida espiritual. Ainda hoje, em Israel, os filhos andam de mãos dadas com os pais, que vão lhes ensinando condutas espirituais e morais. As mães cuidam do cotidiano da casa, da família, da alimentação e saúde.

Nos últimos três séculos, especialmente com a possibilidade da mulher ter acesso à educação, a paternidade foi sendo esvaziada, e as mães assumiram o papel de educadoras. Isto fez com que os homens se voltassem mais para o mundo profissional, deixando o espaço da casa e dos filhos sob o cuidado feminino. Com as grandes guerras mundiais e o advento das fábricas, as mulheres passam a trabalhar fora, e as crianças passam a ficar mais sozinhas, com pais e mães mais ausentes do contexto do lar.

Hoje a educação permanece sob os cuidados maternos, e ainda temos a maioria das famílias conduzidas por mulheres, pois muitos homens fazem seus filhos e abandonam sua prole. Entretanto, nos últimos anos começamos a perceber que os homens estão voltando a se dedicar à paternidade – frequentam cursos para pais, ajudam no cuidado com o recém-nascido, e se tornam mais acessíveis à amizade, sem perderem a autoridade sobre seus filhos.

O homem brinca com os filhos de um modo diferente, joga seus pequenos para o alto, gosta de atividades recreativas, e tem um jeito prático e objetivo de lidar com as questões cotidianas. Sua forma de educar complementa a maternidade, ajudando a criança a perceber o mundo e a si mesma de forma integral.

O exercício da paternidade é um grande presente para os filhos e a família. Nosso desejo é que a paternidade tenda a crescer, forjando meninos e homens mais cônscios de suas responsabilidades, da masculinidade e de suas tarefas educadoras.

Elaine Cruz é pastora no Ministério Fronteira, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro; Psicóloga clínica e escolar, especializada em Terapia Familiar, Dificuldades de Aprendizagem e Psicomotricidade; Mestre em Educação pela Universidade Federal Fluminense; palestrante e conferencista internacional, com trabalhos publicados no Brasil e no exterior; Mestre em Teologia pelo Bethel Bible College (EUA); e membro da Academia Evangélica de Letras do Brasil, com oito livros publicados.

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