Meu filho é uma criança e não para de engordar

Pais estão preocupados com a obesidade infantil que se desenvolve em filho pequeno

Como Lidar - 01/08/2019 13h30

“Tenho um filho de 5 anos que está com obesidade. Já tentamos algumas dietas recomendadas pelos médicos, mas ele não se adaptou a nenhuma, chorava pedindo comida e eu cedia. Ele ganha cada vez mais peso e eu não sei o que fazer.”

Ruth Mendes, São Paulo, SP

RESPOSTA:

Os pais precisam saber as causas que influenciam na obesidade do seu filho para buscar os possíveis caminhos a serem percorridos. A criança foi avaliada por uma endocrinologista pediátrica? Os pais sabem quais são as causas da obesidade? A criança tem algum problema de saúde por causa do excesso de peso? Todas essas perguntas precisam ser respondidas antes de iniciar a reeducação alimentar.

A obesidade tem várias causas e fatores que podem, combinados, contribuir para o aumento de peso na infância e adolescência. Um dos principais motivos da obesidade em crianças é a causado por fatores ambientais sendo: maus hábitos alimentares e sedentarismo, principalmente. Os hábitos podem ter associação ou não a uma maior suscetibilidade familiar.

No entanto, embora sejam pouco frequentes, existem causas secundárias de obesidade como determinados medicamentos, distúrbios endocrinometabólicas e psicológicos e até síndromes genéticas. Dessa forma, a criança com obesidade deve ser avaliada para investigar fatores que podem estar causando ou contribuindo para a obesidade.

A partir do momento em que os pais sabem a causa da obesidade, é hora de buscar ajuda de um nutricionista com experiência em crianças. É fundamental que o profissional escolhido tenha vivência com os pequenos para ter um retorno mais efetivo.

A reeducação alimentar da criança deve ser orientada para que os pequenos não façam dietas muito restritivas que possam prejudicar o seu desenvolvimento. A reeducação alimentar para a criança obesa visa oferecer à essas crianças alimentos mais saudáveis, menos calóricos e em quantidades adequadas para o sexo e idade de forma que a criança se alimente melhor sem passar fome.

Os pais precisam apoiar as crianças seguindo as recomendações do profissional e acompanhar o filho(a) nesse processo de mudança! Não adianta restringir o consumo de refrigerante da criança e os pais continuarem a consumir a bebida. A família precisa atuar em conjunto nessa hora para que todos sejam beneficiados e a criança se sinta acolhida e motivada a continuar no processo.

Vale ressaltar que a obesidade é uma doença e a criança necessita de acompanhamento médico. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a estimativa é que até 2025, teremos 75 milhões de crianças no mundo obesas.O excesso de peso gera problemas de saúde e as crianças estão cada vez mais cedo tendo que lidar com alterações da glicose no sangue e até diabetes, alteração de colesterol e triglicérides (dislipidemias), esteatose hepática (fígado gorduroso) e pressão alta. Além disso, a obesidade aumenta o risco de colecistite, câncer (mama, endométrio e intestino) e de doenças cardiovasculares como infarto e derrame cerebral.

Fernanda André é mestre em endocrinologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

COMO LIDAR tem o propósito de servir como ferramenta de esclarecimento e apoio aos leitores apresentando perguntas e respostas, sobre variados temas.

Se você tem alguma questão ou dúvida que precise da explicação de um profissional, envie para redacao@plenonews.com.br

 


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