Emprestei meu cartão e não me pagaram

Como lidar com a situação de uma amiga que pede um cartão de crédito para comprar uma geladeira e nunca paga?

Como Lidar - 11/12/2018 13h03

“Emprestei meu nome para uma amiga comprar uma geladeira, mas ela não pagou e meu nome foi parar no Serasa. Agora a dívida está em um valor muito alto que nem eu nem ela temos condições de pagar. Como proceder nessa situação, se nem fui eu que fiz a dívida?”

Julia S.

Olá, leitora!

A dívida quando é feita por outra pessoa em nosso cartão de crédito não pode ser justificada com a explicação de que a ação não foi realizada por nós, pois o cartão está em nosso nome. Devemos comprovar por meios de documentos que o autor da compra foi uma outra pessoa, assim poderíamos futuramente cobrar esta dívida por via judicial.

Sendo assim, para não acarretar mais prejuízo ao dono do cartão, seria necessário entrar em contato com o banco do seu cartão, pedindo o parcelamento da dívida para que seu nome saísse do SPC/ Serasa. Depois, entrar com uma ação chamada de Ação de Cobrança, em face de quem efetuou a compra em seu cartão. Mas, o eletrodoméstico deve ser encontrado nesta casa. Ou seja, a geladeira na casa de sua amiga.

Vale lembrar que no seu caso as duas concordaram na utilização do cartão. Portanto, a solução mais viável seria uma ação de cobrança para que você, dona do cartão de crédito, não tivesse mais prejuízo e que sua amiga, assumisse a dívida.

Por outro lado, se o cartão de crédito estivesse perdido ou fosse roubado e afins, a possível ação seria, uma vez apresentados os documentos, fazer um boletim de ocorrência. Nesse caso, você provaria que não está mais em posse de titular e o banco teria que cancelar após o seu pedido. Se ele não realizasse esse procedimento, uma nova ação chamada de Ação de Obrigação de Fazer deveria ser iniciada, para que não fossem reconhecidas as compras a partir do ocorrido.

Mas, a sua situação afasta a responsabilidade do banco. O ocorrido é culpa, exclusivamente, da titular do cartão, ou seja, você. Logo, a medida mais correta a ser tomada é requerer o parcelamento de sua dívida e depois ajuíza ação cobrando de sua amiga.

 

Rosane Soares é advogada, formada em Direito pela Unisuam, atua na área Civil, Trabalhista e Previdenciária e trabalha no Escritório Contábil Jurídico Universal.

COMO LIDAR tem o propósito de servir como ferramenta de esclarecimento e apoio aos leitores apresentando perguntas e respostas, sobre variados temas.

Se você tem alguma questão ou dúvida que precise da explicação de um profissional, envie para redacao@plenonews.com.br

 


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