Como lidar com o desânimo no trabalho?

O cérebro aceita, com facilidade, as opiniões de duas pessoas: você e aquelas pessoas que lhe são importantes

Como Lidar - 28/02/2019 10h07


“Tenho sentido uma incapacidade muito grande de produzir no trabalho. Na verdade, me acho improdutivo e sem valor e não consigo dar conta das minhas responsabilidades, sempre pensando que vou perder este emprego. Como lidar com este sentimento de incapacidade de produzir profissionalmente?”

Maria Helena Souza, Santa Cruz, RJ

RESPOSTA:

Caro leitor, em primeiro lugar é importante entendermos qual é a função do nosso cérebro nesse cenário. Podemos fazer um paralelo do nosso cérebro com um computador, lembrando, porém, que o nosso cérebro é infinitamente mais potente e fantástico que um computador. Mas, para facilitar o entendimento, este será um bom exemplo. Sabemos que o computador vem com um sistema operacional de fábrica (Windows ou Linux), mas os demais itens de funcionamento precisam ser instalados. Assim é o nosso Cérebro. Ele também vem com “funções de fábrica” prontas, mas precisamos fazer a “instalação” dos demais “itens de funcionamento”, que é tudo aquilo que aprendemos ao longo da vida.

As três principais funções do cérebro são:

  • Sobrevivência;
  • Manutenção da espécie (sexo e procriação);
  • Acúmulo de energia (naturalmente somos preguiçosos, pois o homem das cavernas só gastava energia para caçar, fugir e procriar. No restante do tempo, ele estava descansando).

O cérebro (parte inconsciente) não tem uma representação para a palavra “NÃO”. Ou seja, ele só é capaz de executar tudo o que vier depois desta palavra. Por exemplo: quando falamos para uma criança NÃO correr ou NÃO praticar determinada ação, ela continuará correndo ou praticando a ação que lhe foi ordenada não praticar. Ou, quando falamos para alguém NÃO se esquecer de algo, o que acaba acontecendo? Sim, a pessoa esquece. Isso se dá porque o cérebro humano não registra o comando negativo e, por isso, esquece ou ignora a palavra NÃO no comando recebido.

Desta forma, vamos “instalando” programas de aprendizado e experiência ao longo da vida, que formarão nosso sistema de crenças de merecimento ou não merecimento, de capacidade e incapacidade, e o cérebro vai aceitando tudo isso como verdade.

Quem instala todos esses “aplicativos” em nossa mente? Imagine que, ao longo da vida, você tenha recebido uma criação repressora no qual, quem te criou (pai, mãe ou outra pessoa), só te reprimia, lhe dirigindo palavras negativas que te diminuíam de alguma forma como: Você não pode isso! Isso não é para você! Estas pessoas foram instalando em seu cérebro um “programa de incapacidade ou falta de merecimento” e você foi apenas validando cada um desses comandos. O cérebro aceita, com facilidade, as opiniões de duas pessoas: você e aquelas pessoas que lhe são importantes. Essas opiniões vêm em forma de palavras, exemplos de vida e sentimentos, e nós acabamos por assimilar e praticar, de uma maneira consciente ou inconsciente, tudo o que estas duas pessoas “instalam” em nosso cérebro durante toda a nossa infância.

O que tem tudo isso a ver com a questão proposta? Tudo, pois damos comandos ao nosso cérebro, não só através de palavras, mas também de pensamentos e, principalmente, de sentimentos. Veja o comando que você está dando ao seu cérebro quando diz: “Tenho sentido uma incapacidade” – “Me acho improdutivo, sem valor e não consigo dar conta das minhas responsabilidades”. Seu cérebro está assimilando e aceitando esse comando de pensamentos e sentimentos e, por isso, passou a influenciar em seu dia a dia. Não importa que te digam que você não presta para nada; o problema é quando você acredita nisso ou quando quem te diz isso é você mesmo.

Como lidar com isso no dia a dia ou em qualquer situação? Um dos pressupostos da Programação Neurolinguística (PNL) é que todo comportamento é útil, no momento em que ele é criado. Ou seja, tudo em nós quer nos ajudar de alguma forma. Então, sugiro que, quando essa sensação de incapacidade chegar à sua mente, entre em contato com uma lembrança de um momento muito bom de sua vida, um momento de vitória, de conquista e realização. Caso você não tenha algo assim para se lembrar, recorde-se do exemplo de alguém que você admire e que tenha vivido um momento que você gostaria de ter vivido e use esse momento como se fosse seu.

Comece a alimentar sua mente com pensamentos e sentimentos que possam te levar até onde você quer chegar na vida. Leia livros que citam exemplos de pessoas que venceram ou que estão onde você gostaria de estar. Verifique se o seu trabalho te realiza como pessoa ou se você só o realiza para pagar as contas. Se você se realiza com seu trabalho, ótimo! Se não, procure pensar numa transição de carreira para algo que faça sentido para você e que expresse a sua missão e propósito de vida.

Henry Ford tem uma frase que eu adoro: “Se você acredita que pode ou que não pode fazer alguma coisa, nas duas opções você está certo”.

Espero ter respondido a sua questão e, se você tiver interesse em mais conteúdos relevantes sobre PNL e outros temas importantes para uma vida melhor, é só acessar o meu canal do Youtube – https://youtu.be/smWo7oj6wHk -, segui-lo, ativar o sininho e curtir, caso goste do conteúdo.

Cesar Nascimento é administrador, especialista em Mudança de Mentalidade, practitioner e transformador essencial em Programação Neurolinguística, firewalking e palestrante motivacional.

COMO LIDAR tem o propósito de servir como ferramenta de esclarecimento e apoio aos leitores apresentando perguntas e respostas, sobre variados temas.

Se você tem alguma questão ou dúvida que precise da explicação de um profissional, envie para redacao@plenonews.com.br


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