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Qual é o seu lugar hoje? Como ele está? O que você tem plantado?

O que plantei, no outono de 2020, está começando a brotar

Bia Sartori - 09/04/2021 12h09

Neste início de estação, eu me pego olhando para trás, para exatos 365 dias de um passado próximo. Minhas circunstâncias são bem semelhantes, em consequência do caos instalado pela pandemia de Covid-19. Saúde: ok. Família: ok. Dinheiro: diminuindo. Vida Social: on-line. Trabalho: uma parte suspensa, outra fluindo muito bem. Opa! Algo mudou! Uma parte do trabalho fluindo muito bem!

As circunstâncias são muito semelhantes às de 202o. Estou no mesmo lugar físico, mas o que fez a diferença? Uma simples, mas crucial diferença: meu lugar interno! O que plantei, no outono de 2020, está começando a brotar. O tempo de reclusão, da oportunidade de olhar para dentro, de organizar os pensamentos e de aceitar minhas emoções norteou minhas decisões.

Conversando com um velho amigo poeta, lembrei da minha primeira matéria nesta coluna, na qual falei da “casa, que é para o corpo o que nosso corpo é para nossa alma: reveladora de quem somos, de quem podemos ou conseguimos ser”. E é nessa perspectiva que vejo a interdependência do nosso interior com o nosso exterior; os reflexos da alma no exterior, e vice-versa.

Minha casa, ou seja, meu apartamento, continua se transformando…Móveis foram tirados; o layout, reorganizado. Fui planejando algumas alterações na cor da parede, a troca do tecido dos assentos das cadeiras da sala de jantar, a aquisição de um vaso de plantas etc. Parece que isso nunca vai acabar! São pequenas mudanças, mas que, somadas, vão alterar a atmosfera do ambiente. E aí faço o que posso ou consigo…como dentro de mim.

E é aí que quero chegar! Fiz algumas alterações sutis nos meus pensamentos. Investi tempo estudando finanças e comportamento humano. Concluí uma Certificação como Mentora em uma área de desenvolvimento pessoal. Conduzi minhas energias para continuar me aprimorando e para trabalhar com pessoas. Deparei-me com muitas emoções girando em mim, com muita intensidade. Fui testada até meu limite e saí assim: um ano depois, no mesmo lugar físico, com pequenas e sutis mudanças externas, mas com uma mudança gigante e exponencial do meu interior.

É neste ponto que quero levar você a essa reflexão: qual é o seu lugar hoje, comparado ao ano anterior? O que você mudou na sua casa ou no seu ambiente de trabalho? O que precisou deixar para trás ou retirar do seu espaço, pois não havia mais função? Quanto isso exigiu de energia, de adaptação, de acomodação de você? O que pôde fazer ou conseguiu fazer? E seu interior? O que você pôde ou conseguiu ser?

Ainda constrangida pelo luto que envolve pessoas queridas da minha convivência, eu me sinto desrespeitosa em escrever sobre orientações práticas sobre decoração e apego-me à segunda palavra do título dessa coluna: Expressão! E aqui expresso meu sentimento de alegria e pesar.

Alegria por chegar a este lugar fortalecida, aprendendo a ser leve, com liberdade de ser quem sou. E pesar por aquelas pessoas, tão objetos do meu afeto, que decidiram seguir da mesma forma, com o mesmo modus operandi e que, na interdependência do interno com o externo, estão desmoronando a olhos vistos, que estão implodindo seu interior, sem reverência alguma, e, em consequência, seus lugares físicos não mais se sustentam.

Fica aqui um convite para você ajustar seu olhar como um scanner, de modo que ele revele, com fidelidade de detalhes, o que existe no seu lugar e como ele está? Como está seu jardim secreto?

Saiba tirar as ervas daninhas, preparar o solo para o plantio da boa semente, na expectativa da colheita, pois só a boa semente frutificará debaixo de intempéries que ainda vamos passar nessas próximas estações! Ainda dá tempo! O outono está apenas começando!

Bia Sartori é designer de interiores formada pelo SENAC e pós-graduada pelo IPOG; personal organizer formada pela OZ!, pedagoga com especialização em Orientação Educacional pela PUCC.

* Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News.
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