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Processo de Acomodação…Quem Precisa?

Tarefas rotineiras já conhecidas e organizadas em um contexto, viraram tarefas bem mais complexas

Bia Sartori - 17/07/2020 12h00

Hoje, resolvi trazer duas pessoas queridas para uma conversa não programada. É isso mesmo! São fragmentos de conversas que tenho com pessoas que me instigam a refletir, a olhar para a realidade e pensar: E agora?

São mulheres fortes, maduras, que buscam no fundamento da espiritualidade cristã a construção de suas vidas. O interessante é que elas compartilham o mesmo sobrenome e nem se conhecem. A Rose Mendes, mora no Rio Grande do Norte e outra, Ju Mendes, no Paraná!

Continuando no processo de acomodação dos efeitos que o isolamento social e a própria pandemia do COVID-19 estão gerando em nossas vidas, constantemente nos deparamos com necessidades que antes não existiam, mas que precisam ser atendidas com urgência e na categoria de importância.

Tarefas rotineiras já conhecidas e organizadas em um contexto, viraram tarefas bem mais complexas. Cozinhar, estudar, trabalhar, fazer exercícios…. Parece que precisamos pensar em tudo! Isso gera um cansaço! Para que esse cansaço não se prolongue e acabe com nossa energia e saúde, forçadamente precisamos encontrar um estado de acomodação. Como diz Rose Mendes:

“Nossa condição finita dificulta encontrarmos soluções plenamente perfeitas para muitas situações que nos são adversas.

Programamos nossa mente e coração para que as nossas escolhas dêem certo, funcionem, correspondam. Porém, às vezes, esquecemos que somos seres pensantes, individuais, diferentes uns dos outros, donos do próprio nariz e ávidos por fazer opções que, não raro, divergem das dos outros.

Há muitas opiniões sobre esse tempo e uma delas é que precisamos nos reinventar e ressignificar muitas coisas.

Me chama a atenção o fato de que tanto “reinventar” como “ressignificar” são verbos que sugerem “refazer” algo a partir do que já existe. E, vamos combinar, que esses dois processos estão longe de motivarem ações básicas, simples. Mas vamos lá! ”

Muitas alterações foram necessárias em nossa rotina, seja para quem está no front, ou para quem está cumprindo as determinações de distanciamento social. Neste sentido, Ju Mendes, reflete sobre o lado prático dessas intervenções necessárias:

“Partindo do ponto, fato consumado: a casa tem que virar ambiente funcional, multitarefa. Depende da demanda de cada família. Entendo que não é porque a casa precisa ter um espaço de estudo, que a casa vai se transformar em uma escola. Não é porque a casa vai ter um espaço de trabalho, que a sala vai se transformar em escritório.

Quais os tipos de adaptação que você pode ter, ao teu alcance, seja com móveis, seja com soluções para você movimentar as coisas dentro de casa, por exemplo: uma escrivaninha com luz natural, um espaço que você faça suas videoconferências ou reuniões virtuais e que o fundo não seja muito poluído visualmente, transmitindo ordem.

Ju Mendes continua com uma profusão de alternativas interessantes, que todos nós podemos aproveitar: “Como transformar o espaço em que você vive, movimentando os móveis ou agregando soluções? De marcenaria, de objetos, de containers, de estantes, de divisórias escamoteáveis, que rapidamente organizam as necessidades do uso no momento, seja o estudo dos filhos, convivência, ou brincadeira com os pequenos. Caixas com brinquedos e estante de livros organizada. Sala que vira espaço de ginástica, afastando uma mesa de centro. Trazer uma cestaria bonita para acomodar o tapetinho de yoga ou os pesos

No espaço de escritório, localizar a luminosidade maior na frente do seu rosto e nunca atrás, ofuscando a câmera e que tem um visual limpo, uma parede arrumada. Como dar movimento dentro do espaço para ser multifuncional. ”

Entendo que o cansaço e desânimo, muitas vezes, vem de um cérebro cansado de ter que ficar pensando em tudo, o tempo todo. Como se nós perdêssemos, momentaneamente, o acesso ao nosso modus operndi natural, rotineiro. Na conversa, brinquei que agora agíamos em “modus reflexivus” o tempo todo!

Ju Mendes complementa: “Modus reflexivus: pensando o ambiente para ele te servir da melhor maneira, para ele atender sua demanda de escritório, casa, escola, câmara de desinfecção. Cinco funções que o lar assumiu: lar sinônimo de atender a convivência e moradia familiar, espaço de escola, de escritório, de academia, e os cuidados com a higiene que é a câmara de esterilização. Talvez, se consolidando no futuro próximo. ”

E para finalizar essa conversa, chamo a Rose Mendes: “Reinventar-se para ser o quê? Ressignificar o quê? Talvez esse seja, realmente, o tempo para passar nossa vida, sonhos, atividades a limpo e “redescobrir”, “redefinir”, mas não partindo do pressuposto “eu” e sim do de “Deus”, do “nós”. Para mim isso faz todo o sentido. E para você??”

Minha resposta foi um grande e sonoro: TODO SENTIDO!

Percebo que é necessária aceitação, para haver acomodação, gerando menos estresse. E mais gratidão! Como o processo da sedimentação da sujeira quando as águas tranquilas de um lago são agitadas. É preciso parar o movimento, aguardar as partículas se acomodarem novamente, para novamente enxergar O QUE SURGE!

Bia Sartori , designer de interiores formada pelo SENAC e pós-graduada pelo IPOG; personal organizer formada pela OZ!, pedagoga com especialização em Orientação Educacional pela PUCC.
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