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Home Staging, deixando para trás o que era nosso para ser de outros

Venho estudando o assunto com o interesse de aplicar a técnica como ferramenta de negócio

Bia Sartori - 12/03/2021 13h45

Na coluna passada, conhecemos um pouco mais sobre a técnica de home staging como ferramenta para acelerar os processos de comercialização imobiliária. E, como prometido, hoje vamos conhecer casos reais que são provas estatísticas da eficiência do home staging e de como o entendimento do cliente interfere diretamente no resultado. Sempre pensando que o cliente compra espaços, e não detalhes. Mas que os detalhes podem interferir subjetivamente na intenção de compra.

Quem conta sua experiência é Adinalva Ruggeri, da Casa Ruggeri. Ela é personal organizer e especialista em Home Staging. Vamos ao recorte da conversa!



Em nossa conversa, você contou uma experiência muito marcante, na qual percebi que a sua sensibilidade ultrapassou a técnica e fez a diferença no processo. Como aconteceu?

Por meio da parceria com a consultora imobiliária Cláudia Machado, comecei o trabalho de organização para, depois, fazer o home stage day. Percebi que a cliente estava desconfortável com a minha intervenção, retirando e guardando muitos objetos de valor afetivo e pessoal, como se fossem feios, não agradando esteticamente. Então, precisei explicar a ela que não havia nada de errado com os objetos, mas que, para outra pessoa se sentir atraída e encantada com o imóvel, era importante que a personalidade dos moradores saísse de cena e deixasse a imaginação do comprador livre para ele se sentir ali, morando naquele imóvel, com os complementos dele, sonhando acordado em realizar suas expectativas de uma nova fase de vida! Ou seja, é fundamental que deixemos para trás o que era nosso, para que seja de outro!

Tudo bem entendido e esclarecido, a própria cliente tomou algumas iniciativas de retirar algumas peças, realmente liberando espaço para o outro entrar na casa dela, mesmo que criando uma imagem mental! Resultado: depois de dois anos no portal imobiliário (sendo que um ano foi sem receber nenhuma visita de comprador interessado), após o home staging ela recebeu seis visitas, 3 propostas e, em 45 dias, a casa foi vendida pelo preço de mercado real, sem depreciação!



Nos EUA, essa técnica já é usual há mais de 40 anos, e as estatísticas comprovam os resultados. Como foi sua experiência com seus clientes lá?

Há 5 anos, fiz a mudança deles do Brasil para a Yorba Linda, Califórnia. E, há quase 2 anos, fiz a mudança deles novamente, agora para Miami. E, no auge da pandemia de Covid-19 de 2020, conversamos informalmente sobre meu trabalho como personal organizer e sobre os cursos que eu ministrava. Então, comentei sobre meus estudos sobre home staging, e a cliente comentou sobre a casa da Califórnia que ficou mais de um ano sem vender, mas que, logo que fizeram nela o trabalho de home staging sugerido pelo corretor, foi vendida em 3 meses. Mas lá quase não se usa móveis cenográficos, pois as casas de alto padrão e luxo são inteiramente remodeladas, revitalizadas e modernizadas.

E este trabalho recente que você fez, para uma construtora?
Esse trabalho foi em parceria com a corretora de imóveis Isabel Gonçalves. O apartamento não é de alto padrão, e a construtora cedeu um apartamento de um dormitório que foi inteiramente ambientado com móveis cenográficos.

Quando o imóvel está vazio, o comprador não consegue visualizar o que cabe no ambiente, suas dimensões. Neste imóvel, o objetivo foi levar o cliente a visualizar o que realmente é possível naquela metragem quadrada, conduzindo ao encantamento e ao encontro de seus sonhos de um novo lar.

E agora, vou contar minha experiência de home staging. Desde 2019, venho estudando o assunto, com o interesse de aplicar essa técnica como ferramenta de negócio no mercado imobiliário. E, neste início de ano, com tantas mudanças no cenário dos negócios, decidi contribuir para alavancar os negócios não só com a ideia, mas com o modelo de negócio em uma empresa parceira. E, depois de 3 meses estudando, apliquei a técnica para uma cliente minha no imóvel antigo. Fui contratada para fazer o projeto de designer de interiores no apartamento novo em outra cidade, mas não perdi a chance de testar meus conhecimentos.

Após 5 meses de o imóvel anunciado em um portal imobiliário, após o home staging, na primeira visita o cliente fechou uma locação com compromisso de compra. Agora, posso dizer com total segurança que o investimento de quase 1% do valor do imóvel gera retorno, pois este foi negociado pelo valor de mercado e em uma velocidade incrível! Comprovei que é fundamental que deixemos para trás o que era nosso, para que seja de outro!

Bia Sartori é designer de interiores formada pelo SENAC e pós-graduada pelo IPOG; personal organizer formada pela OZ!, pedagoga com especialização em Orientação Educacional pela PUCC.

* Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News.

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