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Entrando em casa: livres, leves e soltos! Será?

Vamos mudar nossa forma de projetar espaços de entrada

Bia Sartori - 26/06/2020 11h18

E aqui vamos nós, iniciando o inverno em plena pandemia! E alterando rotinas, construindo novos hábitos para tudo. Quando entrar em casa era uma tarefa fácil, chave na mão, girar a maçaneta, abrir a porta e simplesmente entrar…Cada um do seu jeito, uns abraçando os filhos pequenos, outros indo até algum canto para descarregar os apetrechos ou compras.

Quando será que vamos voltar a entrar em casa livres, leves e soltos? Sem medo, sem peso e sem pressão dos procedimentos e protocolos de higiene rigorosos? Acredito que nunca mais!

Muitas culturas e países já fazem deste simples entrar em casa, uma experiência diferente de nós brasileiros. Nas regiões mais frias do nosso planeta é comum ter um hall de entrada, onde ficam os casacos pesados, botas e outros acessórios. No Japão, a questão é mais profunda: além da questão de impedir a sujeira de fora entrar em casa, existe o respeito com a intimidade da casa que é sagrada.

A palavra Genkan, de origem japonesa, traduz o significado desse espaço intermediário entre fora e dentro de casas, e até mesmo ambientes comerciais. Este espaço é muito mais que um simples hall de entrada.

Este espaço é, necessariamente, um nível abaixo do primeiro ambiente interno, para deliberadamente impedir a sujeira de entrar. O piso, geralmente é de algum material resistente e fácil de limpar, e é onde ficam os sapatos dos moradores e visitantes. Os sapatos ficam virados para a porta, e os chinelos ou espécie de pantufas, ficam voltados para dentro, facilitando o calçamento na hora de chegar ou sair.

Também existe um significado especial em tirar os sapatos, ligado à humildade do pé descalço. A história nos conta que os escravos, desde a Antiguidade não usavam calçados. Também traz o significado de pisar em solo sagrado, uma vez que receber alguém em seu ambiente é sinal de abrir sua intimidade, aquilo que temos de mais rico e especial.

Vamos mudar nossa forma de projetar espaços de entrada. E hoje, já recebemos a tarefa de adaptar esses espaços. Talvez, em ambientes comerciais, o uso de equipamentos automáticos de propés descartáveis funcione como uma alternativa interessante.

Outra alternativa, são os Kits de tapetes como este da Open Arte Decor, que permite limpar a sola dos calçados em solução de hipoclorito de sódio, conciliando o uso de outro tapete para o interior que enxuga a sola dos calçados.

 

O importante é tornar o ambiente de entrada favorável às nossas necessidades. Se você tem um espaço grande, livre, pode criar um móvel mais elaborado, que acomode banco confortável, local para guardar sapatos e os chinelos ou pantufas para circular no interior.

 

Mas, a maioria de nós precisará adaptar, na medida do espaço e orçamento disponível. Com boa vontade e criatividade, vamos passar por esse momento de transição e construir uma nova cultura, onde o que é essencial é valorizado! Com certeza!

Bia Sartori , designer de interiores formada pelo SENAC e pós-graduada pelo IPOG; personal organizer formada pela OZ!, pedagoga com especialização em Orientação Educacional pela PUCC.
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