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Construindo memórias!

Bia Sartori - 29/01/2021 09h00

E 2021 vai entrando em nossa vida, ocupando seu lugar, chamando-nos a ser criativos e a escolher como passaremos nosso tempo e conduziremos nossos passos. Para mim, trabalho e diversão estão de mãos dadas.

Trabalho me divertindo e me divirto trabalhando, pois para mim o trabalho só é palco do relacionar-se, de responder ao meu chamado! E esse é um dos segredos de uma vida boa e significativa!

Fazer escolhas é inevitável. Então, acerte nas escolhas! Mas como acertar nas pequenas escolhas se não fizemos a maior escolha da nossa vida?

Decidir qual é a cosmovisão que vai reger minha vida torna um processo de pequenas, mas importantes escolhas; algo mais leve. Escolhendo qual estrada trilhar, temos guardrails que nos protegem, nossos princípios e valores. Assim, tudo fica cheio de significado, e o sofrimento, que é inevitável, faz sentido!

E como foi difícil este final de ano, em meio às celebrações e festas tradicionais, com a mistura da alegria, expectativa, saudade e solidão! E como registramos essas memórias em nossa alma? Como revisitamos momentos que nos acalentam? Quantas vezes o revisitar fotografias antigas nos lembra que somos humanos, que os relacionamentos é que nos levam aos nossos melhores lugares!

Hoje, com a tecnologia da imagem digital, diariamente registramos milhares de instantes. E como escolher o que guardar? Onde armazenar? Como?

Pensando em despertar o cuidado pelas nossas memórias, convidei a Melissa Gibin, 38 anos, pedagoga, especialista em Relações Interpessoais há 15 anos e atuante na área de Organização Fotográfica há 4 anos, para compartilhar conosco esse universo. Todas as imagens desta matéria são de sua autoria.

Melissa Gibin fundou o “Viva Memória” com este propósito: ajudar pessoas a construírem seus legados pessoais por meio do olhar e da organização de fotografias e memórias afetivas. Neste “caldo” de memórias, emoções, histórias de vida, lembranças e objetos que fazem parte da nossa história vêm à tona. É um processo de diálogo e reflexão, mas que tem suas manifestações na decoração da casa e de outros ambientes. Já parou para pensar nisso?

Segue um relato de como Melissa começou sua atuação e algumas dicas para você despertar para a ideia de organizar seus registros fotográficos, ou seja, suas memórias!

“ Eu já atuava como professora. Eu vivi uma experiência, dentro da escola em que eu estava, de captar e coletar muitas imagens e ter que lidar com um volume muito grande de imagens dos meus alunos. E, nessa ocasião, eu fiz um curso de Documentação Pedagógica, voltado para fotografia, com foco imagético da documentação fotográfica. Este curso foi ministrado pelo André Carrieri, que é fotojornalista.

Neste curso eu vivenciei experiências de curadoria, de organização, de como olhar e dialogar com as fotografias. E percebi que eu poderia atuar ajudando pessoas a construir um legado, a cuidar dessas memórias não só dentro da escola, mas em qualquer âmbito, qualquer aspecto familiar ou profissional.

Então, de 2017 para cá, eu estruturei o VIVA MEMÓRIA, que ajuda as pessoas a lidarem com esse volume e selecionar a significância, ficar com aquilo que é essencial para contar as próprias histórias, para compartilhar experiência de vida e tudo mais.

Passei pela modelagem de negócios para poder tornar o projeto vendável, poder lidar com ele no mercado. Desde então, venho atendendo famílias que passaram por luto, [famílias] em que as pessoas que morreram deixaram suas fotos, pessoas que estão fazendo mudanças de casa, que não têm mais como armazenar aquelas fotos em nuvem ou caixas, maleiros e álbuns, pessoas que precisam fazer restaurações.

Este trabalho está estruturado como consultoria on-line em parceria com o cliente; ou, então, ele entrega o material, e eu presto o serviço integral, organizando as fotos, renovando o acervo, deixando apenas aquilo que é significativo”.

 

Dicas da especialista Melissa Gibin.

E voltando à reflexão do início da matéria, o que te importa? Ampliando e plagiando descaradamente meu querido mentor, que não desistiu de mim: Qual é a história que você quer contar? Qual legado você quer construir? Quais memórias você quer guardar? Quais tipos de encontros você se permitiu fazer? Quem e o que você deixou que se entrelaçasse em sua vida? Em quem você deixou que repousasse seu afeto?

Qual é seu lugar hoje? Onde será seu lugar no futuro? Espero que você ocupe o único lugar perfeito, que é aquele que Deus criou para que só você ocupasse! Pare. Pense. “As decisões que tomamos no presente, são as histórias que nossos filhos e netos vão contar no futuro”, citando Ricardo Agreste. Que decisão você precisa tomar hoje?

Bia Sartori é designer de interiores formada pelo SENAC e pós-graduada pelo IPOG; personal organizer formada pela OZ!, pedagoga com especialização em Orientação Educacional pela PUCC.

* Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News.
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