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Animais de Estimação: acolhimento e responsabilidade

Um dos grandes benefícios que o animal de estimação traz é facilitar a socialização

Bia Sartori - 14/08/2020 10h00

A decisão de conviver com um animal de estimação é muito mais que alegria e diversão, exigindo acordos entre familiares e adaptações no ambiente. O IBGE fez uma pesquisa em que os dados são surpreendentes: o Brasil tem 132 milhões de animais de estimação, 44,3% dos lares têm pelo menos um cão, e 17,7% têm ao menos um gato, ocupando o 4ª lugar no mundo em quantidade de pets, entre cães, gatos, aves, peixes e outros (répteis e pequenos mamíferos).

Eu gosto muito de animais e desde criança convivo bem, mas atualmente não convivo diretamente com nenhum, exatamente por entender que “não cabe” no meu momento de vida, hoje. É uma decisão muito pessoal e muito séria, pois vejo várias postagens de amigos que nestes últimos meses, em plena reclusão do #ficaemcasa, decidiram incluir um animal de estimação na rotina. Admiro a disposição para tantas adaptações!

Ao longo da convivência com animais de estimação, principalmente os cães, há um estímulo para praticar atividades físicas, seja dentro de casa ou frequentando parques e outros ambientes externos. Esse é um dos grandes benefícios que o animal de estimação traz, pois facilita a socialização. Minha própria experiência de caminhar na vizinhança é exemplo da diferença! As pessoas se aproximam, conversam sobre o animal, interagem, ficam “amigas” chamando os pets pelos seus nomes. E quando você passeia só, dificilmente paramos para bater um papo despreocupado com algum desconhecido. Neste sentido, diminui a sensação de solidão que muitas pessoas enfrentam.

Neste sentido, algumas iniciativas, inserindo animais treinados em hospitais, já são popularizadas e legalizadas aqui no Brasil. Principalmente nas alas de psiquiatria, onde são parte integrante no combate à depressão, pela troca de afetividade que aumenta a produção de serotonina e dopamina, responsáveis pela sensação de bem-estar.

Em nossos lares, isso também acontece. Essa troca de carinho diminui os níveis de cortisol, ajudando a relaxar e combater o stress. E a ciência já comprovou que esse contato também aumenta o nível de imunoglobulina A (presente nas mucosas), que é um anticorpo importante na prevenção de alergias e proliferação de vírus e bactérias.

A França fez uma pesquisa, onde os dados revelaram que a comunicação entre familiares melhorou em 76% dos entrevistados, por motivo de compartilharem os cuidados, carinho e convivência com algum tipo de animal de estimação, comparando com o período anterior a presença do animal.

Algumas empresas estão adotando animais, justamente baseados nestas pesquisas, pois a comunicação eficaz para consolidar a cultura de uma empresa, também pode se beneficiar, quando colaboradores compartilham cuidados e afetos com animais, e ainda como efeito, ganho na descontração e bem-estar.

Com tantos benefícios, muitos se esquecem do senso de responsabilidade. Por isso, já mencionei minha admiração por quem optou por essa decisão, neste momento que estamos vivendo, onde adaptações em todas as esferas da nossa vida entraram com a força de uma avalanche! Incluir um pet na rotina exige adaptações. Desde como será o tratamento entre os membros da família. Alguns optam por se denominar tutor do animal, outros simplesmente donos. Mas, guardadas as devidas ressalvas, ganham status de membros da família! Opiniões à parte, mas já presenciei alguns extremos que me causaram espanto! Enfim…são opções, prioridades, etc.

Voltando às responsabilidades, considero muito importante a atenção ao ambiente. Não é só trazer o animal, e ele que se adapte! O tamanho do animal adulto precisa ser condizente com o espaço disponível, seja fora ou dentro de casa. Os cães exigem muito mais espaço do que gatos, ou até mesmo peixes e aves.

É sua responsabilidade pensar qual é o tipo de piso da sua casa, pois a manutenção e higiene é fundamental para a saúde de ambos. Pisos frios ou vinílicos se encaixam perfeitamente. A retirada de móveis para ampliar o espaço, ou até mesmo objetos de estantes, no caso dos gatos que circulam facilmente no mobiliário e prateleiras. Retirada dos tapetes, ou escolha atenta de alguns modelos.

Adequações nos tecidos de cortinas, estofados e acessórios é outra preocupação. O gorgorão teflonado, sarjas, lonas e suede são excelentes opções que resistem as unhas afiadas. E o couro, por ser resistente aos odores.

Diante de tantas demandas, o mercado oferece produtos e serviços cada vez mais personalizados. As empresas planejam móveis que continuam com suas funções originais, acrescentando o abrigo de pertences (ração, coleiras e produtos) ou até mesmo a caminha do próprio animal.

O peixe é uma alternativa para quem não dispõe de tanto tempo para dedicação e cuidado. Pode ser um aquário com um peixe único ou vários, de água doce ou salgada. Empresas especializadas em aquarismo executam projetos de aquários embutidos nos móveis, em painéis, como divisórias de ambientes e até nas paredes.

Com medo, resistentes, simpatizantes ou apaixonados…. Aderindo ou não ao mundo dos pets, não podemos negar que absolutamente todos nós somos inseridos, de alguma maneira, nesse convívio. E confesso que só de buscar as imagens para essa matéria, comprovei o que as pesquisas afirmam: sorrisos são observados no rosto de quem observar fotos e cenas de animais! E você? Passa batido? Sem exclamar um ownnn?

Bia Sartori , designer de interiores formada pelo SENAC e pós-graduada pelo IPOG; personal organizer formada pela OZ!, pedagoga com especialização em Orientação Educacional pela PUCC.
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