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Mais Médicos é mais lucrativo para Cuba do que o turismo

600 médicos fizeram denúncia à Corte Penal Internacional

Bia Kicis - 26/03/2021 17h34

Programa Mais Médicos prorroga data de apresentação Foto: Ascom MS/Karina Zambrana

Recentemente participei de uma sessão virtual dos Prisioners Defenders sobre uma denúncia que foi feita à Corte Penal Internacional do programa Mais Médicos no mundo, inclusive no Brasil. Foram mais de 600 médicos que fizeram a denúncia. É uma tragédia de dimensões assustadoras.

Segundo dados do próprio governo, a população afetada é de 50.000 a 100.000 profissionais civis por ano. Dentre eles, temos profissionais da saúde, professores, engenheiros, atletas e artistas, mas a maioria é de médicos.

Para que vocês tenham uma ideia, o programa é mais lucrativo para Cuba do que turismo ou remessas. São $8,5 bilhões com o programa, em comparação a $2,9 bilhões do turismo e $4 bilhões de remessas.

São mais de 100 países que sediaram essas atividades escravocratas por 57 anos. No entanto, a maioria dos depoimentos são dos profissionais que atuaram na Venezuela (169) e no Brasil (142).

De acordo com os dados apresentados pelo Prisional Defenders, e usando como base respostas de 405 vítimas: 70% dos profissionais não se ofereceram como voluntários; 74% deveriam participar de um curso do Partido Comunista para reforçar os princípios revolucionários; 80% receberam ou leram um regulamento de obrigações de natureza pessoal e política; 62% eram obrigados a pagar uma cota mensal para o PCC, UJC, entre outros.

Além disso, 76% eram vigiados por funcionários cubanos; 77% não podia ter relações de amizade ou românticas com nativos que não fossem reportados e autorizados; 74% não podia dormir fora de casa sem autorização; 68% deveriam vigiar os colegas cubanos na vida profissional e pessoal.

E não para por aí. O artigo 135 do Código Penal de Cuba prevê pena privativa de liberdade de 3 a 8 anos para os funcionários que cumprem missão em país estrangeiro e a abandonem; que a cumpram e se recusem a voltar; ou que, durante a missão, viajem para outro país. Caso o profissional esteja em outro país, Cuba não pode prendê-lo, sendo assim o declara “traidor da pátria”, impedindo que o cidadão entre no país por pelo menos 8 anos.

Dos 405 testemunhos protegidos, 94% indicam ter sofrido a proibição de 8 anos; 31% deles ainda têm filhos em Cuba e não podem voltar para vê-los. E dos 217 testemunhos públicos, 100% sofreram a proibição de 8 anos. Hoje, existem entre 5.000 e 10.000 pais cubanos que não podem ver seus filhos por 8 anos por causa deste procedimento legal.

Um dos relatos que ouvimos na sessão virtual foi o de um médico que foi visitar sua filha que estava doente. Ele ficou 10h no aeroporto de Havana e não pôde entrar no país nem ter contato telefônico com a família.

Esse é o maravilhoso comunismo pregado por muitos! É para isto que os militantes lutam: pelo fim da liberdade, pelos “não direitos humanos”; pela separação das famílias; pelo lucro financeiro de ditadores; para o enriquecimento de partidos comunistas. É por isso que temos que criminalizar, sim, o comunismo; é uma ideologia desumana, crápula e asquerosa.

A realidade do Big Brother da ficção 1984 de George Orwell está mais próxima do que pensamos e cabe a cada um de nós impedir que isso aconteça!

Bia Kicis foi procuradora do Distrito Federal durante 24 anos, ativista e atualmente é deputada federal pelo PSL/DF.

* Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News.
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