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Precisamos combater qualquer tipo de interesse obscuro e uso do poder para impedir a atuação dos nossos policiais

Bia Kicis - 30/11/2020 12h28

Os últimos anos foram utilizados para mudar a percepção da realidade das pessoas. Aos poucos, de forma muito perspicaz, foi sendo implantado na sociedade a ideia de que os valores, até então defendidos, eram retrógrados, e que há uma necessidade de reformular todo um pensamento em favor do “progresso”.

Recortes da realidade foram se tornando protagonistas e a visão corrompida da verdade por manipuladores, entre eles a mídia, trouxe sérias consequências para a atuação das nossas forças policiais.

Todos os dias vemos no jornal a quantidade de bandidos que são beatificados pela mídia e a quantidade de policiais que são taxados de inimigos. É, no mínimo, curioso este tipo de abordagem, mas, quando lembramos do que o Professor Olavo escreveu, começamos a entender: “Se existe uma história longa, contínua e bem documentada é a do esforço da esquerda nacional para fomentar a violência criminosa e usá-la como instrumento de destruição sistemática da ordem pública”.

Todos os dias vemos no jornal a quantidade de bandidos que são beatificados pela mídia e a quantidade de policiais que são taxados de inimigos

Um exemplo da herança deste esforço foi a decisão do STF em meio à pandemia. O Ministro Edson Fachin proibiu, em uma liminar, a realização de operações policiais em comunidades do Rio de Janeiro. Não satisfeito, ainda previu no texto a responsabilização civil e criminal em caso de descumprimento da decisão. A única permissão era prevista em “hipóteses absolutamente excepcionais”.

Mas o que seriam essas hipóteses absolutamente excepcionais? O estado atual do Rio de Janeiro, por si só, não configura uma hipótese absolutamente excepcional?

Vejam que curioso, após o julgamento, vimos rodando pelas redes sociais vídeos de criminosos empunhando seus fuzis num claro manifesto de superioridade, convictos de que não precisam se render aos policiais, verdadeiros defensores da população.

O estado atual do Rio de Janeiro, por si só, não configura uma hipótese absolutamente excepcional?

Muito se engana quem crê que a “vitória” diária da bandidagem agrada à população da comunidade. Muito pelo contrário, os cidadãos de bem que moram nessas áreas pedem socorro, pois não mais suportam ser marionetes nas mãos de poderosos impositores de seus projetos de poder.

Mas vamos continuar ligando os pontos. A ação foi movida pelo PSB – Partido Socialista Brasileiro – pedindo para que fossem reconhecidas e sondadas as “graves violações ocasionadas pela política de segurança pública do Rio de Janeiro”.

Agora uma citação de Gabriel Sampaio, coordenador do Programa de Enfrentamento à Violência Institucional: “Decisões como essa são muito importantes, pois salvam vidas”.

Peço que relembrem o trecho do Professor Olavo que citei anteriormente. Percebem com o que estamos lidando? Percebem onde querem chegar com a demonização da imagem do policial?

Vamos voltar alguns anos na história. Na década de 80, Brizola, Governador à época, impediu a polícia de entrar nas comunidades. Com isso, houve um claro fortalecimento do tráfico e tornou a população refém da criminalidade.

Essa história está se repetindo. Existe um claro interesse na abominação da imagem policial e, em contraponto, a absolvição da bandidagem.

Nosso trabalho é muito importante, porque através da atuação legislativa vamos conscientizando as pessoas de que o que foi imposto nos últimos anos não passa de um projeto de poder, de um proselitismo disfarçado e barato. A verdade é outra e acompanha a consciência do cidadão de bem, se soubermos a melhor forma de trabalhar podemos resgatar os valores que ainda pulsam, mesmo nas pessoas já manipuladas.

Existe um claro interesse na abominação da imagem policial e, em contraponto, a absolvição da bandidagem

Uma das minhas bandeiras em meu mandato é defender aqueles que nos defendem, que ofertam, muitas vezes, sua própria vida em favor de nossa segurança. Sei que posso deitar minha cabeça no travesseiro à noite porque muitos estão com os olhos abertos e atentos. É urgente nossa luta para que não mais haja desafios para se promover o bem e a segurança.

Precisamos combater qualquer tipo de interesse obscuro e uso do poder para impedir a atuação dos nossos policiais. Minha luta é também por limpar a imagem negativa que foi criada, e trazer de volta a percepção de muitos para o que, de fato, são os nossos policiais.

Bia Kicis foi procuradora do Distrito Federal durante 24 anos, ativista e atualmente é deputada federal pelo PSL/DF.
* Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News.
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