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A nossa causa precisa eliminar todo lixo aético e amoral

Os evangélicos têm denunciado e combatido as ideologias de desconstrução

Arolde de Oliveira - 16/07/2020 12h05

Presidente Jair Bolsonaro e o senador Arolde de Oliveira Foto: Carolina Antunes/PR

“Por que não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse faço.” (Romanos 7:19)

Constatamos nos dias atuais que o Brasil não está imune às formidáveis transformações em andamento nas relações sociais, internas e externas, que ocorrem na maioria das nações do
mundo.

A sensação de que as regras de convivência não são suficientes para estabilizar tais relações se torna cada vez mais presente no cotidiano das pessoas.

Os novos paradigmas introduzidos pela tecnologia, principalmente nas áreas da comunicação e informação, da robótica e da inteligência artificial, tornam rapidamente obsoletas as normas preexistentes de relacionamento. Enquanto que os processos de regulamentação, com seus velhos padrões, não conseguem atender a velocidade e o volume das demandas emergentes.

A descontinuidade resultante gera um espaço anárquico, uma lacuna legal, cuja turbulência impacta, imediatamente, todas as áreas das atividades políticas, econômicas e psicossociais e, a mais
longo prazo, as áreas culturais e religiosas.

No nosso país, essa instabilidade foi agravada com a introdução intencional de políticas públicas e programas de cunho ideológico contrário aos fundamentos culturais judaico-cristãos da sociedade brasileira.

Essa estratégia foi adotada no Foro de São Paulo em 1990, quando os ideólogos da esquerda reunidos decidiram abandonar a luta armada como meio de chegar ao poder, optando pela via pacífica gramscista (Antonio Gramsci). Para então, através da desconstrução gradual dos valores sócios-culturais, implantar o estado socialista marxista.

Identifica-se que esse processo já está muito avançado no Brasil.

NÃO AO BOLIVARIANISMO
Em outros países da América Latina, como Venezuela, Equador, Bolívia e Uruguai, o processo passou a ser chamado de “bolivariano”, mas com o mesmo objetivo, pois todos eles, mais Cuba e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), são integrantes do Foro de São Paulo.

A recente interrupção do ciclo da esquerda no governo e no Estado brasileiro, não significa necessariamente a desativação imediata dos mecanismos políticos de desconstrução adotados e
consolidados em mais de 13 anos no poder.

O aparelhamento e a introdução de políticas e programas públicos nocivos aos princípios judaico-cristãos, que fundamentam os valores comportamentais, éticos e morais da nação, permanecem corrosivos no tecido social brasileiro.

AINDA HÁ MUITO O QUE FAZER
A nossa causa requer a adoção de um esforço consciente e coordenado de todas as correntes contrárias ao processo de destruição encampado pelo governo a partir de 2003.

Além do aparelhamento ideológico do Estado e da sociedade civil, com recursos do contribuinte, existem políticas públicas implantadas por instrumentos infralegais, além de projetos e programas de governo, entre outros mecanismos, que precisam ser desmontados com urgência.

Entre os segmentos sociais que mais têm abraçado a nossa causa, denunciando e combatendo as ideologias de desconstrução implantadas a partir do Foro de São Paulo, estão os evangélicos de todas as denominações, com setores da igreja católica e outras religiões de fundamento cristão.

A igreja evangélica, mais coesa nas práticas dos ensinamentos bíblicos, mais gregária em torno da fé comum, sem barreiras doutrinárias excludentes, e numericamente expressiva, mais de um quarto da população do Brasil, deverá se constituir no maior baluarte para a depuração do conteúdo nocivo impregnado na sociedade.

COMPROMISSO E ENGAJAMENTO
Como esse embate ocorrerá no terreno secular, político, as lideranças deverão estar preparadas para não ultrapassarem o entendimento teológico de separação do Estado e da Igreja, nem
a natureza legal da laicidade do Estado.

Além de conhecimento, essa fronteira exigirá equilíbrio, temperança e muita sabedoria, sem prejuízo para o compromisso e o engajamento permanentes e determinados.

O bem e a boa política não bastarão para a sobrevivência da ética e da moral judaico-cristã, a nossa causa exige reação e combate permanentes à insurgência do mal onde ele surgir.

O mal tem se manifestado em diversos formatos como PNDH3, PL-122, kit gay, ideologia de gênero, Lei da Palmada, liberação do aborto, pílula do dia seguinte, casamento gay, negação da heteronormatividade, para citar alguns dos mais conhecidos.

Enfim, a nossa causa será reconstruir com urgência os alicerces históricos e culturais da nação, eliminando todo o lixo aético e amoral introduzido no seio da sociedade brasileira.

Essa é a nossa causa.

Arolde de Oliveira é engenheiro e economista. Foi deputado federal por nove mandatos e atualmente é senador pelo estado do Rio de Janeiro.
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