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O verdadeiro valor do Natal

Você e sua família podem estar celebrando da forma errada...

Anderson de Alcantara - 24/12/2019 12h37

Estamos a poucas horas do Natal, uma das datas mais aguardadas do ano. Neste momento, muitas pessoas ainda estão na correria dos preparativos, comprando as últimas coisas que são consideradas imprescindíveis para que a chamada Noite Feliz assim transcorra: presentes, comidas, roupas novas, etc.

Financeiramente falando, o mês de dezembro traz para a maioria dos brasileiros um personagem muito aguardado: o 13º salário! Porém, na prática, este bônus de final de ano acaba sendo consumido pelas próprias compras natalinas, e para amortizar parcialmente as dívidas oriundas de outras tantas compras realizadas ao longo do ano – sem que se consiga quitá-las integralmente.

Nesse aspecto, a ocasião acaba meio que gerando um problema maior do que ela se propunha a resolver. Isso fora a correria e o cansaço que os preparativos consomem, nos deixando mais cansados ao final do feriado do que supostamente estaríamos ao tirar alguns dias de folga.

A respeito disto, gosto de lembrar de uma estória que ouvi certa vez, passada em Nova Iorque no início do século passado. Imagine Manhattan lá nos idos dos anos 40, com os EUA começando a se recuperar da grande depressão. Muita gente voltando a consumir, ruas lotadas, neve caindo, não há internet e quase nenhuma loja aceita encomendas para entregar em casa. As pessoas têm que fazer as suas próprias compras no braço, mesmo.

Pessoas se acotovelando na Sacks, Sears, Bergdorf… Disputando a tapas os últimos fortes-apache, sets de soldadinhos de chumbo e bonecas de louça com vestidos bordados à mão. Chapéus para as senhoras, embalados em grandes pacotes de papelão, e grossos casacos de pele para proteger os mais abastados do frio. Tudo gerando muito volumes para se carregar, em ambientes bem menores que os nossos atuais shoppings centers – e lotados de gente.

Filas imensas para se conseguir um lugar nos elevadores, usados para poder galgar todos os andares das lojas de departamentos. Em dado momento, uma senhora carregando diversos pacotes correu para tentar lugar em um elevador (já lotado) que se preparava para subir. Ela tropeçou, e caiu dentro do elevador, com seus pacotes se rompendo e espalhando presentes entre os pés dos demais clientes.

Diante do seu infortúnio e do mais novo problema que agora ela tinha para resolver, cheia de raiva, disparou:

– Se eu pudesse, MATAVA quem inventou essa história de Natal!!!

Após um breve silêncio, ainda no elevador parado, ouviu-se uma voz ao fundo:

– Não se preocupe. Nós já fizemos isso. Dois mil anos atrás.

Entenda que eu não estou aqui para sugerir que se acabe com o Natal. Não. Muito pelo contrário! Concordo em gênero, número e grau com meu colega aqui do Pleno.News, o pastor Renato Vargens. Em sua ótima coluna Cosmovisão Cristã, eçe trouxe uma importante reflexão sobre este tema no último dia 18: Respostas àqueles que não gostam do Natal. Não deixe de ler!

O que eu gostaria de chamar à sua reflexão, e que você compartilhasse com a sua família, é a respeito do resgate do verdadeiro sentido desta ocasião, que é comemorar a chegada de Cristo até nós.

O Natal é a época onde nos comportamos do jeito que deveríamos fazer ao longo de todo o ano. O Natal é reflexão, é paz e é amor e é mudança, e é família, e é amizade! Não faça do Natal um sinônimo de consumismo, de presentes envolvidos com laços de materialismo. Aproveite para comemorar com o coração repleto de sentimento por quem se ama, e todos os demais; festeje e faça por manter esse modo de vida por todos os dias!

Se tiver um presépio perto de você, olhe para ele por alguns instantes e reflita. Ele nos traz um pouco de arte nesses dias tão insípidos atualmente, lembra a simplicidade da vinda do Salvador ao mundo, e ambienta nossos corações dentro do verdadeiro Natal de Jesus – que é quem deveria estar no centro de todos os lares, ao invés dos panetones, papai noel e presentes.

É Natal! Jesus nasceu! A promessa se cumpriu!!!
Um FELIZ NATAL para você e sua família!

Anderson de Alcantara é profissional do mercado financeiro há 30 anos, onde atua como como Planejador Pessoal; e é Professor Titular do Ministério Videira – Educação Financeira à luz da Bíblia.

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