Esteja alerta! Crise financeira pode elevar risco de suicídio

Não se desespere, há saída para o desemprego, para as dívidas, para os problemas

Anderson de Alcantara - 18/09/2018 10h37

Olá, pessoal do Pleno.News, hoje eu tenho um tema bastante sério para tratar. Peço que, mesmo que vocês não se sentirem identificados com o assunto, ainda assim – por gentileza – leiam até o final; pois quando menos esperarem vocês podem ser agentes de salvação na vida de uma pessoa (se não da própria) se aplicarem as informações que hoje compartilho com vocês.

Desde 2003, órgãos de saúde e valorização da vida no mundo todo se unem à iniciativa da IASP – Associação Internacional para Prevenção do Suicídio, no mês de setembro, em um esforço de conscientizar e alertar a todos da importância de se prevenir o avanço do suicídio nos dias atuais.

Aqui no Brasil, pelos números oficiais, são cerca de 30 mortes por dia, em média. Essa taxa é superior às vítimas da Aids e da maioria dos tipos de câncer. Este tem sido um mal silencioso, pois as pessoas fogem do assunto e, por medo ou desconhecimento, não veem os sinais de uma pessoa próxima, que esteja com ideias suicidas.

Para piorar, já está comprovado que períodos de crise financeira agravam esse quadro, levando muitas pessoas desesperadas com sua condição econômica a entrarem em depressão profunda e, em casos extremos atentar contra a própria vida por causa da dificuldade em lidar com a escassez.

É quando a questão deixa de ser financeira e passa a ser de saúde pública.

“Crise”, “desemprego”, “aumento do endividamento das famílias”, “salários atrasados”… são manchetes que aparecem todos os dias nos canais de comunicação, ao lado de outras igualmente desalentadoras como “corrupção”, “desvios de verbas públicas”, “deficit orçamentário”, “previdência quebrada”…

Se você possui alguma preocupação na área financeira, não se sinta só. Posso afirmar com segurança que a maioria das pessoas, independentemente do seu grau de renda ou de poupança, possui algumas ou bastante preocupações nesse sentido, como:

  • Até onde isso vai chegar?
  • E se eu perder esse emprego?
  • O que vai ser de mim quando eu me aposentar?
  • E se o que eu tenho guardado não for o suficiente?
  • Como posso me proteger e proteger a minha família?

O momento requer que nos esforcemos mais do que estamos acostumados. Há pouco tempo atrás, conduzidos por uma falsa sensação temporária de que tudo no país ia bem, a classe trabalhadora brasileira se acostumou mal: havia oferta de empregos em todos os níveis e empresas disputavam mão de obra qualificada cobrindo ofertas de salários para atrair trabalhadores.

Porém, diante da dificuldade atual em nosso país, onde há mais gente desempregada e na informalidade do que em postos com carteira assinada, o desânimo pode tomar conta das nossas mentes. Mas cada passo dado nessa trilha pode levar ao seu fim, num trágico precipício.

– Os momentos de maior risco são os três primeiros meses depois de um evento de choque (demissão, falência, perda salarial grande). Depois disso, normalmente a pessoa se adapta, consegue uma solução, e a ideia de suicídio vai embora – afirma a coordenadora da Comissão de Combate ao Suicídio da Associação Brasileira de Psiquiatria, Alexandrina Meleiro.

Eu não sei se você passou por um evento desses, recentemente, e ainda está tentando se recuperar. Isso aconteceu com muita gente boa, mesmo, sem distinção… Mas lembre-se: o mesmo “chute no traseiro” que lhe joga na calçada da amargura, pode ser o impulso que você precisava para dar seu salto à frente rumo ao seu verdadeiro sucesso.

Não é preciso desistir diante dos problemas, por mais graves que sejam, mesmo que pareçam sem saída. É hora de fazer diferença! De se afastar de vez da filosofia predominante do “deixa a vida me levar” e agir com fé, coragem e determinação.

Se há pelo menos um fato positivo a respeito do suicídio é que, segundo a Organização Mundial da Saúde, 9 em cada 10 casos poderiam ser prevenidos. É necessário que a pessoa que se sente mal busque ajuda, e quem está bem preste atenção em quem está à sua volta.

– A escuta é fundamental para prevenir o suicídio – diz o Dr. Jorge Jaber, psiquiatra da ABP – Associação Brasileira de Psiquiatria.

Escuta é uma atitude passiva, mas merece postura ativa. Parece simples, e é mesmo. Uma pessoa não vai querer morrer porque você tocou no assunto. Não falar sobre isso, evitar o termo, por constrangimentos, pode sim ser prejudicial.

É preciso reconhecer a pessoa que sofre, ter empatia (se colocar no lugar da pessoa), verificar o que ela precisa, colocá-la em contato com a necessidade de quebrar a resistência e falar sobre isso, e conectá-la à ajuda profissional. Porém, na ânsia de tentar ajudar, um leigo logo quer convencer essa pessoa a fazer algo: “você tem que sair, tem que namorar, tem que ir à praia”. Isso não funciona, porque cada vez que ela se sente fora do sistema, piora. Sentem que estão tentando invadir sua privacidade, ditando regras.

O papel do leigo é dar atenção e esperança a essa pessoa, ajudá-la a ser ouvida. Ouvir e dar apoio é muito importante: como já citamos, 90% dos suicídios poderiam ser evitados. Preste atenção à sua volta, ofereça ajuda. O remorso de não ter ajudado quando for tarde demais é infinitamente maior do que o constrangimento de uma abordagem ao problema.

E para sair da crise, é bom lembrar que nenhuma recompensa vem sem sacrifício e esforço. Em momentos como esse é preciso buscar sabedoria e entendimento. Crise é sinônimo de oportunidade, e eu gosto muito do ditado que diz:

Na crise, enquanto alguns choram outros vendem lenços.

Um dos melhores exemplos recentes desse modelo de iniciativa aqui no Brasil nos foi dado pelo vendedor ambulante Rick Chesther, que em seu canal do YouTube gravou um vídeo em abril deste ano e em pouco tempo foi palestrar em Harvard, tamanho o impacto que sua mensagem, de apenas 1 minuto de duração, teve na vida de milhares de pessoas.

Assista-o, caso você ainda não tenha visto.

Nas próximas colunas falaremos um pouco mais sobre dicas e sugestões a respeito de como driblar tempos de escassez e se preparar adequadamente para quando vierem novamente os dias de abundância.

Continue conosco aqui, toda semana, na jornada que trilharemos juntos rumo a uma vida de VERDADEIRA PROSPERIDADE, PAZ, TRANQUILIDADE e VIDA EM ABUNDÂNCIA que, insisto com você: mesmo na crise é possível.

Como o apóstolo São Marcos, em seu evangelho, no capítulo 9 e verso 23, relatou certa vez Jesus Cristo dizendo: “…tudo é possível ao que crê.”

Por hoje é só. Contem comigo! Estarei toda semana por aqui.

Caso você tenha alguma questão ou dúvida relacionada a finanças pessoais, envie-a para redacao@plenonews.com.br e eu terei o maior prazer em responder e tentar lhe ajudar.

E para mais informações sobre a campanha Setembro Amarelo, clique aqui e acesse o site oficial.

Um forte abraço, e até semana que vem. Sucesso e fiquem em Paz!

Anderson de Alcantara é profissional do mercado financeiro há 29 anos, atua como Consultor Financeiro na Sukses Consulting Advisory e é Professor Titular do Ministério Videira – Educação Financeira à luz da Bíblia.

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