Estas coisas sugam a sua vida financeira – Parte I

Veja se você está errando em alguma áreas que te impede de prosperar

Anderson de Alcantara - 23/10/2019 12h15

Passado o Dia das Crianças, as lojas já começam a exibir decorações natalinas nas suas vitrines para atrair consumidores para as compras de fim de ano.

Antes que você chegue na última semana do ano com a sensação de que “o ano passou e você só trabalhou para pagar contas”, vamos aproveitar que ainda temos algumas semanas até lá para fazer uma checagem honesta e ver se você não está errando em alguma das áreas abaixo, e começar a consertar o que for necessário para entrar – efetivamente – no ano que vem com um novo patamar na sua vida financeira:

NÃO TER UM CONTROLE DE ENTRADAS E SAÍDAS
Você já me viu falando sobre isso aqui mais de uma vez e eu vou continuar insistindo e falando sempre. É IMPOSSÍVEL prosperar sem um mínimo de organização financeira.

Aqui vai um bom exemplo pra tentar fazer você entender de uma vez por todas: se no seu trabalho você é cobrado – dentre outras coisas – a organizar as informações, as mercadorias, as ferramentas que são imprescindíveis para o seu trabalho; por quê em casa você não faz a mesma coisa???

Organização é fundamental, principalmente se a sua queixa é com relação à escassez de dinheiro! Você tem que ter um controle efetivo de entradas e saídas. Volto a dizer: das famílias no mundo inteiro que se consideram felizes financeiramente, independente da sua renda, 80% delas fazem um bom controle do dinheiro que passa pela casa. Então, se essas pessoas que são felizes financeiramente fazem isso, por quê você acha que você vai ser feliz se não fizer? Lamento, mas isso é teimosia.

Para saber mais: Dinheiro não é nada sem controle

FALTA DE PLANOS PARA O FUTURO
Outra coisa da qual já falei aqui neste nosso espaço: quem não sabe o que quer nem para onde vai, acaba aceitando qualquer coisa e indo para qualquer lugar. Se você não tem metas para o seu dinheiro, dificilmente conseguirá cuidar bem dele, poupar uma parte, investir outra, e por aí em diante. Saia da mediocridade do “Deixa a vida me levar” !

Coloque no papel o que você e sua família gostariam de fazer no curto, médio e longo prazo: seja viajar para um lugar legal; mudar-se para o lugar dos sonhos; cursar a melhor Universidade do estado; ter uma aposentadoria livre de preocupações. Tudo isto é saudável! Mas custa dinheiro.

Procure saber quanto custa cada sonho, cada meta. Estabeleça um plano de economia para cada um deles, e daí estes planos devem nortear as suas decisões financeiras. Sem isso, vocês vão passar a vida vivendo só no “tanto faz”; e isto geralmente não traz tanta satisfação e equilíbrio.

Para saber mais: Para onde você está indo?

MANTER UM PADRÃO DE VIDA MAIOR QUE O DEVIDO
Básico, e fundamental. Acho que todo mundo que é grandinho sabe que não se deve gastar mais do que ganha e, portanto, não deve sustentar um padrão de vida maior do que aquele que as finanças permitem. Mas como meu amigo Nuno Cobra (ex-preparador físico de diversos atletas, como Ayrton Senna) costuma dizer – e eu já o citei aqui anteriormente – “Saber e não fazer é não saber!”

Ficar o tempo todo fazendo malabarismos no cartão de crédito e no cheque especial para manter dois carros na casa, condomínio caro, refeições fora e/ou delivery todos os dias, usar somente roupas de marca, e coisas do tipo podem significar um desastre financeiro. É viver na “Maldição da Classe Média”, da qual já falamos aqui. Ainda que você tenha dinheiro para bancar isso hoje, um dia um imprevisto pode lhe surpreender e a família estará exposta a uma situação dramática – como já cansei de ver.

Para saber mais: A maldição da classe média

PRESSA E ANSIEDADE PARA COMPRAR SEM PESQUISAR
A pressa é inimiga da perfeição e do bolso também. Quem está sempre comprando as coisas sem pesquisar e sem paciência de esperar, dificilmente consegue equilíbrio financeiro.

Não tenha vergonha em pesquisar, pechinchar, e dizer não. Existem pessoas que pensam que, se entram em uma loja de calçados e pedem para experimentar alguns pares, obrigatoriamente têm que levar alguma coisa, afinal, o vendedor “teve trabalho” em tirar as caixas do armário. Mas calma, pense que este é o trabalho dele. Os vendedores precisam ser persuasivos para convencê-lo a comprar, mas imagine o que aconteceria se você comprasse tudo que lhe oferecem todos os dias? Impossível, não? Da mesma forma, é preciso negociar, pedir desconto, não aceitar de cara a primeira proposta feita. Ao invés disso, pare e reflita sobre a sua compra diante da vitrine, ANTES de chamar um vendedor.

Saber esperar para ganhar uma recompensa maior é, aliás, um dos segredos da inteligência emocional financeira. Se a ansiedade está acabando com suas contas, procure trabalhar seu emocional – buscando até ajuda profissional, se necessário.

Continue nos acompanhando, que em breve lhe trarei os outros 5 fatores que sugam a sua vida financeira e a conclusão deste estudo.

Por hoje fico aqui, lembrando que, caso você tenha alguma questão ou dúvida relacionada a Finanças Pessoais, envie-a para redacao@plenonews.com.br e eu terei o maior prazer em responder e tentar lhe ajudar.

Forte abraço, sucesso, fiquem na Paz, e até semana que vem se Deus quiser!

Anderson de Alcantara é profissional do mercado financeiro há 30 anos, atua como consultor financeiro na 3468 Finance e é professor titular do Ministério Videira – Educação Financeira à luz da Bíblia.

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