Dívidas – parte 3: Dinheiro não é nada sem controle – e eu já disse isso!

De nada adianta trocar 40... 60 horas semanais de convívio com a família por um salário, se você não tem disciplina com seu dinheiro

Anderson de Alcantara - 30/10/2018 10h46

Olá, amigos do Pleno.News! Espero que esteja tudo bem com vocês e suas famílias!

Estamos dando continuidade à nossa série de artigos sobre dívidas.

Hoje quero insistir com você num aspecto fundamental das finanças pessoais, sem o qual você jamais viverá uma plena, verdadeira e sustentável prosperidade; e muito menos a libertação de um estado de endividamento constante. Ele se chama CONTROLE FINANCEIRO.

Já abordamos esse tema em um de nossos artigos anteriores. Então vamos acrescentar aqui algumas coisas ao que eu já disse antes.

Você nunca se perguntou por que, com tanta gente falando exatamente o que fazer para acabar com as dívidas e não contraí-las novamente, nosso povo vive cada vez se endividando mais? Isso acontece porque a maioria das pessoas sabe (ou acha que sabe) o que tem que fazer, mas não faz. Simples assim.

Nuno Cobra, preparador físico de diversos atletas brasileiros, incluindo o grande Ayrton Senna, costuma dizer: ” Saber e não fazer, é não fazer.”

Em finanças, como em tudo na vida, não existe remédio milagroso que traga resultados rápidos. Obedecer aos princípios fundamentais, com disciplina, é o que fará verdadeiras mudanças na sua vida.

Ao ter um controle de entradas e saídas de dinheiro eficiente, em sua casa, você deverá ser capaz de saber dizer, a qualquer momento, a quantas andam seus gastos com cada categoria de despesa como:

  • Moradia;
  • Alimentação;
  • Saúde;
  • Vestuário;
  • Lazer;
  • Transportes;
  • Taxas e juros bancários etc.

O controle doméstico é seu retrato financeiro do presente, e o mapa do tesouro para o futuro. Classificando corretamente toda semana para onde tem ido cada centavo gasto, e analisando todo mês para onde tem ido todo o dinheiro ganho, você e sua família poderão identificar:

  • Com o quê tem gasto mais dinheiro;
  • Quanto tem sido destinado à formação de reservas;
  • Excessos ligados ao estilo de vida;
  • Gastos com parcelas de financiamentos e juros bancários.

Cada um desses aspectos tem impacto direto na sua situação financeira atual ou futura, com diversos desdobramentos. Hoje quero me ater com você ao último desses, pois boa parte do esforço que sua família tem feito através do trabalho duro deve estar indo pelo ralo por causa de pagamento de juros a bancos e financeiras.

Hoje quase 60% das famílias brasileiras estão destinando parte do fruto de seu trabalho para o pagamento de juros. Segundo matéria publicada no jornal O Globo, a soma dos juros pagos por brasileiros em 2017 chegou a impressionantes R$ 500 bilhões!!! Quer dizer: foram quase meio trilhão de reais retirados da sociedade a título de pagamento de juros. O que representa uma parcela substancial de rendimentos que acaba por inibir a capacidade de consumo e de investimento.

Por isso, identificar essa parcela dentro do seu orçamento doméstico, será fundamental para reorganizar sua vida financeira, e trabalharemos bastante com essa informação na próxima semana.

Por isso, debruce esta semana ainda sobre suas contas, chame a família, peça ajuda, mas faça o dever de casa. Lembre-se ” Saber e não fazer, é não fazer”.

Duas dicas importantes antes de eu liberar você para começar sua tarefa:

  1. “Gastos com cartão de crédito” não são uma categoria de despesa. Se a fatura do seu cartão vem alta, a culpa não é do cartão. Dentro da sua fatura há gastos com alimentação, saúde, vestuário, lazer etc. Por isso, desdobre o pagamento da sua fatura, juntamente com os gastos feitos em dinheiro, débito, cheques, juros pagos etc. dentro de cada categoria de despesas corretamente;
  2. “Gastos diversos” deve ser a última alternativa para classificar uma saída de dinheiro não localizada. Mas se no final do mês essa categoria superar 5% do total das despesas, não vale. Largue de ser preguiçoso(a).

Capriche no seu controle financeiro. Invista pelo menos uma hora por semana nisso. Lembre-se: de nada adianta trocar 40… 60 horas semanais de convívio com a família e as pessoas de quem você gosta por um salário no final do mês, e vê-lo se esvair para o “nada” por causa da sua falta de disciplina com ele.

“Cada fracasso traz em si a semente de um sucesso equivalente” (Napoleon Hill).

Por hoje é isso. Contem comigo! Estarei toda semana por aqui.

Caso você tenha alguma questão ou dúvida relacionada a Finanças Pessoais, envie-a para redacao@plenonews.com.br e eu terei o maior prazer em responder e tentar lhe ajudar.

Forte abraço, até semana que vem, sucesso, e fiquem em Paz!

Anderson de Alcantara é profissional do mercado financeiro há 29 anos, atua como Consultor Financeiro na Sukses Consulting Advisory e é Professor Titular do Ministério Videira – Educação Financeira à luz da Bíblia.

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