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A mulher e a economia

Papel da mulher na economia é extremamente relevante - e disso todos sabemos.

Anderson de Alcantara - 10/03/2020 12h52

Dando continuidade às comemorações do Dia Internacional da Mulher, celebrado anualmente no dia 8 de março, vamos falar um pouco hoje dos fatos ligados à participação das nossas queridas mulheres na economia global.

Estudos realizados pelo Banco Mundial, as Nações Unidas, o Monitor do Empreendedorismo Global, a Deloitte e a Ernst & Young demonstram que a mulheres são – de fato – os grandes motores da economia, enquanto líderes empresariais, profissionais, consumidoras e empreendedoras.

Prova disso é o crescimento de lares chefiados por mulheres nos últimos 15 anos no Brasil. Segundo o levantamento “Mulheres chefes de família no Brasil: avanços e desafios”, elaborado pela Escola Nacional de Seguros em 2018, o total de famílias aumentou 39% em 15 anos, passando de 51,5 milhões em 2001 para 71,3 milhões em 2015. Nesse período, as famílias chefiadas por homens cresceram 13%, passando de 37,4 milhões em 2001 para 42,4 milhões em 2015. Já o número de famílias chefiadas por mulheres dobrou em termos absolutos, aumentando 105% num cenário de 15 anos – passando de 14,1 milhões em 2001, para 29 milhões em 2015.

É importante atentar que essa alteração na composição familiar e do papel das mulheres na economia brasileira ocorreu no país como um todo, indo desde a zona urbana até a zona rural. E a tendência é a de que esses números continuem avançando, ano a ano.

Por isso, tanto para governos quanto para empresas, investir em mulheres pode dar um grande estímulo para o crescimento econômico, pois quando elas são o foco de decisões empresariais e sociais as comunidades crescem em seu redor.

Aqui estão algumas das estatísticas mais importantes disponíveis sobre as mulheres na economia global:

  • As mulheres desempenham 66% de todo o trabalho no mundo, produzem 50% de toda a comida, mas recebem apenas 10% do rendimento e são donas de 1-2% da propriedade;
  • Mulheres e meninas sofrem desproporcionalmente do fardo da pobreza extrema – constituem 70% dos 1.5 bilhões de pessoas vivendo com menos de um dólar por dia;
  • Fora do setor agrícola, tanto em países desenvolvidos como em países em desenvolvimento, as mulheres continuam a ganhar menos de 78% do salário pago a um homem pelo mesmo trabalho;
  • Globalmente, as mulheres representam 49,6% da população total, mas apenas 40,8% da mão de obra do setor formal;
  • Reduzir a lacuna que existe entre a taxa de emprego masculina e feminina teria enormes implicações na economia global, aumentando o PIB dos EUA em mais de 9%, da Zona Euro em mais de 13% e do Japão em mais de 16%;
  • As mulheres dominam o mercado global, controlando os US$20 trilhões de gastos em consumo, número que se prevê aumentar para cerca de US$30 trilhões em 2015.

Através de alguns poucos dados, portanto, vemos que a inserção da mulher no mercado de trabalho sem as correções das distorções deste cria e recria nichos de atuação na maioria das vezes submetendo as mulheres a uma condição inferior à masculina. Estes valores culturais e psicológicos construídos, embora sejam passíveis de modificações ao longo do tempo, podem ser considerados como um dos fatores responsáveis pela subordinação da mulher no trabalho.

Precisamos nos posicionar como agentes desta mudança, reduzindo as desigualdades e promovendo um ambiente mais justo de desenvolvimento para as mulheres em todas as esferas da sociedade. Todos só temos a ganhar com isso.

Por hoje fico aqui, lembrando que, caso você tenha alguma questão ou dúvida relacionada a Finanças Pessoais, pode enviá-la para redacao@plenonews.com.br e eu terei o maior prazer em responder e tentar lhe ajudar.

Forte abraço e até semana que vem. Sucesso e fique em paz!

Anderson de Alcantara é profissional do mercado financeiro há 30 anos, onde atua como como Planejador Pessoal; e é Professor Titular do Ministério Videira – Educação Financeira à luz da Bíblia.
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