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13° em mãos: Lições financeiras na pandemia

Em momento de pandemia, devemos ter muita atenção na utilização desse recurso

Aline Rodrigues - 24/11/2020 13h00

Para muitas pessoas o 13° salário sempre veio como um bom complemento para o consumo de final de ano e/ou eliminar algumas dívidas. Contudo, em momento de pandemia devemos ter muita atenção na utilização desse recurso.

Em primeiro lugar, foco nas dívidas

Fingir que você não está vendo e empurrar com a barriga só vai fazer a dívida crescer e piorar a situação. Faça uma lista das suas dívidas atuais, busque saber os juros e quais são as formas de negociação (quitação ou parcelamento), entenda os descontos e defina uma ordem de prioridade. Ter reservas é importante, mas não adianta ter uma reserva só para constar e ficar aumentando cada vez mais as suas dívidas.

E claro avalie o valor financeiro que você irá receber e verifique quais dívidas ele pode pagar e quais você pode dar um sinal e parcelar a diferença. O mais importante é ter em mente qual é o seu real orçamento financeiro, para não parcelar dívidas que você não poderá pagar mensalmente depois.

O segundo ponto e um dos mais importantes é a questão do consumo

Sim, o ano de 2020 já se foi e está sendo muito difícil. Mas nada melhor do que se presentear e gastar com a família. Contudo, é momento de reflexão e avaliação sobre como você irá utilizar esse recurso de forma assertiva. Pense como esse 13° salário teria sido importante quando a pandemia começou, seja para ter sido utilizado e/ou para um conforto emocional de saber que você teria mais reservas.

O 13° é uma boa fonte para criação de reservas e planejamento de metas para o próximo ano, mas se para você a utilização dele para consumo sempre foi algo óbvio, busque criar um limite financeiro para esse gasto. Uma dica seria, 50% para consumo imediato, 30% para uma reserva de curto prazo, 20% para uma reserva de longo prazo (aposentadoria, reservas, patrimônio).

Dessa forma você utiliza sim o dinheiro hoje para algumas coisas, mas não elimina ele por inteiro e poderá planejar melhor os gastos futuros. Já se você não tem nada em mente para consumo, foque em criar reservas definindo divisões para curto (reserva de s.o.s, curso que pode te ajudar no mercado de trabalho, …), médio prazo (uma conquista, um passeio/viagem futura, capacitações maiores, …) e longo prazo (aposentadoria, patrimônio, segurança financeira).

E você? O que fará com o seu décimo terceiro? Lembre-se de que ainda não sabemos quando a pandemia irá acabar. Crie reservas e equilibre a sua vida financeira.

Aline Rodrigues é graduada em Administração, consultora financeira e educadora financeira, profissional no mercado financeiro há 7 anos, atua como CEO da Finapse.
* Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News.
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