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Não há bônus sem ônus

Esta semana, Whindersson Nunes sofreu com a falta de privacidade

Alex Monteiro - 09/06/2022 18h35

A superexposição é o ônus pago por Whindersson Nunes Foto: Pixabay

Durante esta semana muito se falou sobre um vídeo que circula nas redes sociais no qual o comediante e youtuber, Whindersson Nunes, aparece ao lado de Maria Lina, no Egito. A internet foi à loucura, já que ano passado eles se separaram. A divulgação do vídeo gerou um debate sobre invasão de privacidade. Como é de conhecimento de alguns, sou empresário do artista e amigo de ambos, o que pode, e vai, enviesar minha análise do fato.

Antes de mais nada, quero deixar claro que sou um defensor dos limites, muito pelo meu DNA jurídico. Mas quero convidar você a embarcar comigo em uma análise mais abrangente.

Todas as nossas escolhas trazem o bônus. No caso do Whindersson, ginásios lotados, sucesso e parcerias com grandes marcas. Em contrapartida, também trazem o ônus, que no caso é a superexposição, principalmente, daquilo que não é mostrado nas redes sociais.

A Bíblia nos ensina isso desde o início do mundo: Adão poderia ter o bônus de se deliciar do fruto proibido, mas teria o ônus que todos conhecemos bem. José não se tornaria governador sem passar pelo poço, escravidão e prisão. Davi não seria rei sem antes servir a seu pai Jessé, ao rei Saul, e ter que cuidar dos rejeitados pela sociedade em uma caverna.

Isso aí, meu povo… O bônus sempre vem acompanhado do ônus!

Desde que comecei a usar as redes para disseminar minhas crenças, comecei a receber mensagens de ódio, perder seguidores e ser julgado. Esses poderiam ser os únicos ônus, mas não são. Tenho que abrir mão de passar mais tempo com a minha família devido à agenda de eventos e medir o que falo para que minha opinião não seja mal-entendida.

O que quero dizer com isso? Que por mais que eu não concorde com a violação da privacidade do menino Whind — cujo coração é lindo, bondoso e transparente — podemos entender como ônus pela visibilidade que ele tem.

E mais, não acho que a culpa seja somente do meio que divulga, mas também de quem grava o momento íntimo e de todos que clicam e dão likes nessas notícias.

Vale lembrar que só existe o roubo, porque existe o receptador. Só existe fofoca, porque existe audiência, ou melhor, os comedores de frutos proibidos da atualidade.”

Triste? Sim. Lamentável? Também. Mas compreensível em um mundo cujos princípios estão sendo negociados desde a sua fundação. Isso me faz lembrar do profeta Elias, que diante da perseguição chegou a pedir à própria morte, mas foi acolhido pelo Senhor que tudo vê e tudo suporta.

Por isso, eu digo, ante um mundo tão sem princípios, só nos resta confiar em Deus. A salvação também tem um “ônus”, que é abrir mão de “pertencer a este mundo”, mas não tenho dúvidas que o bônus vale muito mais, afinal, ele é eterno.

Eu escolhi o bônus da eternidade. E você?

 

Alex Monteiro é evangelista, sócio-fundador da Non Stop, empresa referência em marketing de influência e da VK Digital, especializada em cursos online.

* Este texto reflete a opinião do autor e não, necessariamente, a do Pleno.News.
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