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Voluntários receberão R$ 38 mil para se infectarem com Covid

Universidade de Oxford está oferecendo a quantia

Pierre Borges - 19/04/2021 17h14 | atualizado em 19/04/2021 17h48

Estudo pretende observar como o sistema imunológico reage a uma nova infecção Foto: Reprodução

A Universidade de Oxford anunciou nesta segunda-feira (19) um estudo que irá expor propositalmente jovens voluntários saudáveis com o coronavírus. A universidade pretende observar como o sistema imunológico de uma pessoa já recuperada da Covid-19 reage a uma nova infecção.

Com previsão para iniciar ainda neste mês, o estudo usará, a princípio, a cepa original do vírus e busca voluntários entre 18 e 30 anos que já tenham pego a Covid-19 de forma natural. Cada voluntário que aceitar participar da pesquisa receberá cerca de 5 mil libras (R$ 38,7 mil).

A professora de vacinologia Helen McShane, que está liderando a pesquisa, afirmou que esse tipo de estudo, no qual os pacientes se expõem voluntariamente a um vírus, “nos ensinam coisas que outros não podem, porque são rigidamente controlados”.

– Quando infectarmos esses participantes novamente, saberemos exatamente como seu sistema imunológico reagiu à primeira infecção por Covid, exatamente quando a segunda infecção ocorreu e exatamente quanto vírus eles receberam – explicou a professora de Oxford, que também disse que “as informações obtidas neste trabalho ajudarão a desenhar melhores vacinas e tratamentos, mas também a entender se as pessoas estão protegidas após a Covid e por quanto tempo.”

A primeira fase do estudo incluirá 64 voluntários que serão colocados em quarentena por 17 dias, monitorados por uma equipe de pesquisadores e tratados em um hospital até não representarem risco de contaminar outras pessoas. Caso desenvolvam sintomas, receberão um tratamento à base de anticorpos monoclonais, desenvolvidos pelo laboratório norte-americano Regeneron.

Ao todo, o estudo terá a duração de 12 meses e contará com oito consultas de acompanhamento após o término da quarentena e a alta hospitalar.

Outros estudos envolvendo exposição voluntária a vírus também já foram realizados no desenvolvimento de tratamentos para doenças como malária, tuberculose, febre tifoide, cólera e gripe.

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