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Vírus da poliomielite é detectado em esgotos de Londres

Descoberta foi anunciada nesta quarta-feira pelas autoridades sanitárias

Pleno.News - 22/06/2022 15h21 | atualizado em 22/06/2022 17h11

Londres, Inglaterra Foto: Pixabay

Nesta quarta-feira (22), as autoridades sanitárias do Reino Unido anunciaram “medidas imediatas” devido à detecção de várias amostras do vírus causador da poliomielite, considerado erradicado no Reino Unido desde 2003. As amostras foram detectadas nos esgotos de Londres.

A Agência de Segurança de Saúde britânica (UKHSA, na sigla em inglês) disse que amostras de vários poliovírus geneticamente relacionados foram coletadas entre fevereiro e junho na estação de tratamento de águas residuais de Beckton, que atende cerca de 4 milhões de pessoas no norte e leste da cidade.

A UKHSA destacou que a maior parte da população foi protegida contra a doença durante a infância. A doença pode causar lesões na medula espinhal e paralisia de alguns músculos. Porém, estima-se que cerca de 14% dos londrinos não tenham tomado as três primeiras doses necessárias da vacina.

No passado, casos isolados do vírus já haviam sido detectados em águas residuais, provenientes de pessoas que receberam uma vacina oral contra a poliomielite em outros países, mas que podem deixar vestígios de uma versão enfraquecida do patógeno.

No entanto, o vírus detectado já evoluiu e se comporta de maneira semelhante a um organismo convencional, capaz de ser transmitido a pessoas não vacinadas por via aérea ou por contato com fezes.

A agência de saúde acredita que o vírus pode ter chegado ao Reino Unido no início deste ano por intermédio de uma pessoa vacinada no exterior, possivelmente no Afeganistão, Paquistão ou Nigéria. Essa pessoa possivelmente infectou outros indivíduos próximos.

A UKHSA destaca que nenhum caso da doença foi detectado até agora, mas pede a todos os médicos e profissionais de saúde que “investiguem completamente e notifiquem quaisquer casos suspeitos de paralisia flácida aguda” que não possam ser explicados por causas não infecciosas.

Também pede aos centros que verifiquem se seus pacientes receberam vacinas contra a poliomielite, além de colocar “particular ênfase” na imunização de “novos migrantes, requerentes de asilo e refugiados”.

*EFE

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