Venezuela diz que EUA querem iniciar guerra na América Latina
Governo Trump envia aeronaves e navios americanos para o Caribe
Pleno.News - 12/12/2025 21h54 | atualizado em 17/12/2025 18h38

O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, alegou, nesta sexta-feira (12), que os Estados Unidos “querem” e “pretendem” fazer “uma guerra na América Latina e no Caribe”. A fala ocorreu em um momento de tensão devido ao envio de aeronaves e navios americanos, encarado pelo governo de Nicolás Maduro como uma “ameaça” para promover uma mudança de regime no país sul-americano.
– O povo dos EUA deve entender que seu governo é um instrumento para a guerra. (…) Pretende-se fazer uma guerra na América Latina e no Caribe – afirmou Padrino López, durante evento para comemorar o 47º aniversário do comando de defesa aeroespacial integral, transmitido pela rede de televisão estatal VTV.
Ele afirmou que os EUA pretendem “novamente devolver em sacos, em sacolas pretas e em caixões, cidadãos contribuintes, jovens da sociedade americana”.
O ministro disse que a Venezuela continua “clamando pela paz”, embora tenha ressaltado que o país permanece “em pé” e em “rebeldia” contra o que considera uma “ação nefasta do imperialismo americano”.
– O povo dos EUA deve ouvir o clamor pela paz, pela sensatez, pela necessidade de resolver os conflitos por meio do diálogo, da política e não da guerra – defendeu.
O governo dos EUA, que não reconhece a legitimidade de Maduro na Venezuela e o acusa de liderar o Cartel de los Soles – um suposto grupo ligado ao narcotráfico -, tem mantido desde meados do ano uma presença militar no Mar do Caribe com o argumento de combater o tráfico de drogas, mas que Maduro interpreta como uma tentativa de tirá-lo do poder.
A Venezuela está há meses em permanente mobilização militar em todo o seu território em resposta ao que denuncia como uma “ameaça” de invasão dos EUA, em referência ao envio de aeronaves e navios, o maior da história do país desde a primeira Guerra do Golfo (1990-1991), segundo um estudo de especialistas do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS).
*EFE
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