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União Europeia libera consumo de alimentos à base de insetos

Alimentos podem ser "uma fonte alternativa de proteína", de acordo com Comissão Europeia

Monique Mello - 04/05/2021 19h10

União Europeia autorizou larvas de besouro para consumo humano Foto: Reprodução

Os 27 Estados-membros da União Europeia (UE) aprovaram, nesta segunda-feira (3), as larvas de escaravelho (besouro) como o primeiro inseto seguro para o consumo humano na Europa.

A Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) já havia concluído em janeiro que as larvas de farinha podiam ser ingeridas com segurança “na forma de inseto inteiro seco ou em pó”. As larvas poderão ser usadas para diversas receitas e, inclusive, como farinha para fazer biscoitos, massas e pão.

A EFSA chegou à conclusão após uma aplicação da empresa francesa de criação de insetos Micronutris. De acordo com o comunicado da EFSA, os principais componentes das larvas são proteína, gordura e fibra. No entanto, alertou que mais pesquisas precisam ser feitas sobre possíveis reações alérgicas aos insetos.

De acordo com a Comissão Europeia, estes alimentos podem ser “uma fonte alternativa de proteína para apoiar a transição para um sistema alimentar mais sustentável”, uma vez que a criação de insetos tem uma pegada ecológica limitada em comparação com outras fontes de proteína.

Os chamados “novos alimentos” são definidos como os que não tinham sido consumidos em grau significativo por pessoas na UE antes de 15 de maio de 1997, quando entrou em vigor o primeiro regulamento sobre a questão.

Segundo a Comissão, estes alimentos são inovadores ou produzidos utilizando novas tecnologias e processos de transformação, bem como produtos que são ou têm sido tradicionalmente consumidos fora da UE.

Exemplos de “novos alimentos” incluem novas fontes de vitamina K (menaquinona) ou extratos de alimentos existentes (óleo de Krill do Antártico rico em fosfolípidos de Euphausia superba), produtos agrícolas de outros países (sementes de chia, sumo de noni), ou alimentos derivados de novos processos de produção, como tratamento por ultravioletas.

Onze outros pedidos de comercialização de insetos foram apresentados à UE. A EFSA, com sede em Parma (Itália), concentra-se em particular nos grilos e gafanhotos.

 

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