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Bloco considera as detenções "absolutamente inaceitáveis"

Pleno.News - 13/07/2021 11h42 | atualizado em 13/07/2021 13h27

Manifestação em Cuba Foto: EFE/Fernando Villar

A União Europeia (UE) pediu nesta terça-feira (13) que as autoridades cubanas libertem “imediatamente” os cidadãos detidos nos protestos do último domingo (11), bem como os jornalistas, cuja detenção ela considerou “inaceitável”.

– Temos conhecimento de relatos não só de detenções de pessoas de opositores e ativistas, mas também de jornalistas. Isto é absolutamente inaceitável – disse o porta-voz da Comunidade, Peter Stano, na entrevista coletiva diária da Comissão Europeia.

O porta-voz afirmou: “O lugar dessas pessoas não é na prisão, mas no discurso público, por isso pedimos às autoridades cubanas que libertem imediatamente todos os detidos, todas as pessoas que foram detidas por suas convicções políticas ou por seu trabalho jornalístico”.

Ele acrescentou que os jornalistas “devem poder realizar seu trabalho sem qualquer limitação ou obstrução” em Cuba.

O alto representante para a Política Externa da UE, Josep Borrell, pediu na segunda-feira (12) às autoridades cubanas que permitam manifestações pacíficas de protesto e ouçam seus participantes.

Borrell discutiu o assunto com os ministros das Relações Exteriores dos Vinte e Sete durante um Conselho em Bruxelas.

Questionado sobre se a UE mudará sua política em relação a Cuba em função da situação, Stano lembrou que “as posições da UE são acordadas por unanimidade”.

– Quando a situação exigir uma mudança da posição atual, então os Estados-Membros vão discutir e tomar uma decisão – comentou.

Sobre o embargo econômico dos Estados Unidos a Cuba, contra o qual a UE também se posiciona, frisou que “provavelmente não vai resolver a difícil situação das pessoas que enfrentam a escassez de alimentos ou medicamentos”.

– Essas mensagens são muito claras e conhecidas. Já foi dito muitas vezes. A UE continua acompanhando os acontecimentos e, ao mesmo tempo, continua o diálogo com as autoridades – afirmou.

O porta-voz destacou que “esperamos ver mais liberdade para o povo cubano e também mais prosperidade, porque as manifestações que estouraram no domingo parecem ter sido impulsionadas pelo descontentamento popular, pela falta de alimentos e remédios e pela situação geral da ilha”.

– Pedimos às autoridades cubanas que ouçam o povo – afirmou, reiterando o “direito do povo de se manifestar pacificamente e de expressar suas opiniões pacificamente”.

Milhares de cubanos saíram às ruas na segunda-feira em várias cidades do país para protestar contra o governo gritando “liberdade!”, em um dia sem precedentes que resultou em centenas de prisões e confrontos após o presidente Miguel Díaz-Canel ordenar a presença de seus apoiadores nas ruas para confrontar os manifestantes.

Este é o maior protesto contra o governo registrado em Cuba desde o chamado “Maleconazo”, quando, em agosto de 1994, em plena crise econômica do chamado “Período Especial”, centenas de pessoas saíram às ruas de Havana.

*EFE

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