Twitter exclui 7 mil contas da teoria conspiratória QAnon
Rede social que deve promover sanções em mais 150 mil contas do grupo
Paulo Moura - 22/07/2020 14h48 | atualizado em 22/07/2020 14h49

O Twitter anunciou, na terça-feira (21), que excluiu cerca de 7 mil contas ligadas à teoria conspiratória QAnon, grupo norte-americano que apoia o governo do presidente Donald Trump e realiza diversas publicações com denúncias contra os democratas do país nas redes sociais.
Na decisão, a empresa, que já chegou a censurar o próprio Trump, afirmou que a decisão foi tomada como base na alegação de que o QAnon tem real potencial de causar danos fora da internet. Segundo o Twitter, além dos perfis que já foram banidos, outras 150 mil contas deverão ser afetadas de alguma maneira nos próximos dias.
A empresa de mídia social declarou que vai deixar de recomendar qualquer conteúdo ligado ao QAnon, bloqueando links associados a essa teoria na plataforma, e que proibirá que os termos relacionados ao assunto apareçam nos tópicos de tendências e o recurso de pesquisa.
O QAnon é uma teoria da conspiração baseada na convicção de que um informante anônimo estaria revelando informações sobre uma guerra secreta encampada pelo presidente Trump contra o chamado estado profundo – do original deep state – um grupo que integraria membros da elite política, empresarial e de Hollywood em uma rede que adora Satanás e que comete atos como abusar e matar crianças.
O surgimento do grupo aconteceu em outubro de 2017, quando um usuário anônimo publicou uma série de mensagens na plataforma 4chan. Identificado apenas como “Q”, o perfil dizia ter acesso a informações de segurança máxima do governo americano sobre uma investigação contra elites globais por crimes de corrupção e abuso de menores.
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